Em comemoração ao Dia Nacional da Esclerose Múltipla o Ibope fez uma pesquisa com mais de mil pessoas no país para investigar o conhecimento da população sobre a doença. Cerca de 70% dos brasileiros acreditam que a esclerose múltipla atinge mais idosos, apesar de saberem (em sua grande maioria) que esclerose e esclerose múltipla são doenças diferentes.
Apesar da percepção geral, a esclerose múltipla é mais comum em mulheres (duas para cada homem) entre 20 e 40 anos. São aproximadamente 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo com a doença e mais de 30 mil no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).
“A esclerose múltipla (EM) é uma doença auto imune. O corpo reconhece a bainha de mielina (estrutura que envolve o neurônio, facilitando a transmissão dos impulsos nervosos) como agressora e passa a atacá-la”, explica Rodrigo Barbosa Thomaz, médico neurologista do Catem (Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla) da Santa Casa de São Paulo. A EM evolui para incapacidade física, fadiga e déficit cognitivo.
A doença crônica atinge o sistema nervoso central e não tem cura. Segundo a pesquisa, 60% das pessoas já ouviram falar de esclerose múltipla, destas 58% acreditam que a doença não tenha cura, mas na população em geral o número cai para 46%.
Sintomas:
“O importante é a pessoa procurar ou ser encaminhada a um neurologista quando os primeiros sintomas aparecerem, como formigamento nos braços e/ou pernas que duram dias, embaçamento visual, diminuição de visão geralmente de apenas um olho e tonturas recorrentes”, diz Thomaz. Fadiga e urgência urinária também são sintomas.
Ainda de acordo com a pesquisa do Ibope, a maioria da população não sabe que especialidade médica é a responsável por tratar da EM e, por isto, acaba demorando a ter o diagnóstico da doença.
Por meio de ressonância magnética, o neurologista consegue ver alterações na bainha que indicam a EM e assim pode controlar os danos precocemente. Os sintomas são decorrentes do local onde a lesão acontece. Se ocorrer no lobo temporal, por exemplo, a pessoa sente dificuldades para falar; se ocorre na medula, pode alterar a motricidade (capacidade das células nervosas de determinar a contração muscular) e a sensibilidade.
“A maioria dos pacientes poderá viver por mais de 15 anos sem sintomas importantes, trabalhando ou estudando normalmente”, afirma Marcos Alvarenga, neurologista do Centro de Referência para o Tratamento da Esclerose Múltipla do Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro.
Tratamento:
“A vida sofre um impacto ao descobrir a doença que é imprevisível. A pessoa pode apresentar um sintoma e melhorar. Nos primeiros cinco anos é comum ter surtos e a bainha regenerar, mas depois não tem uma recuperação espontânea, e o paciente vai acumulando dificuldades de equilíbrio, movimento”, conta Thomaz.
O tratamento ajuda a evitar os surtos e suas conseqüências. Existem três frentes de medicamentos: um com imunomoduladores para a própria doença, outro com corticóides nos momentos de surto e o tratamento dos sintomas.
Por conta dos surtos há diminuição de força e rigidez muscular. Surgem problemas de incontinência urinária, tontura, fraqueza e cansaço inexplicável.
“Os remédios são capazes de diminuir as lesões em 40% das pessoas e controlam os surtos em 70%”, diz Thomaz. O médico indica que 50% dos pacientes sem tratamento terão alguma dificuldade para andar em 15 anos.
Segundo José Carlos Truzzi , doutor em urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cerca de 90% dos pacientes com EM têm disfunção urinária. “Um grande número de portadores da doença terá suas atividades limitadas de modo mais intenso pelos transtornos urinários do que pela doença neurológica em si”.
Para o especialista, o problema é, indiscutivelmente, o maior impacto social para o portador da doença. “O receio de perder urina e o transtorno provocado pelo odor fazem com que os problemas se multipliquem, sem contar a limitação imposta pela própria doença. Além disso, restringe as atividades profissionais, diminui a qualidade de vida, comprometendo, inclusive, o relacionamento sexual”. Apesar disto, já existem tratamentos para controlar os sintomas.
Fonte: Uol.com
Discípulos de Hipócrates
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Remédio para doenças reumáticas pode ser eficaz contra diabetes tipo 2
Diacereína deve ser testada em pacientes com a doença até final do ano.
Base para descoberta foi efeito da aspirina contra a resistência à insulina.
Um remédio utilizado para o tratamento de doenças reumáticas pode ter efeito benéfico na diminuição da resistência do corpo à insulina, sintoma que pode desencadear diabates tipo 2. O remédio não apresentou efeitos colaterais notavéis durante, pelo menos, um ano.
Conhecido como diacereína, o fármaco é utilizado normalmente no tratamento de doenças reumáticas, porém Natália Tobar, pós-graduanda na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conseguiu empregá-lo em ratos para reduzir a resistência do organismo das cobaias à insulina. A substância é responsável por transferir a glicose para dentro das células.
Inflamação:
A droga, de origem vegetal, tem efeito anti-inflamatório. Dietas ricas em gorduras saturadas como carne de porco e leite acarretam inflamações subclínicas, mecanismos que pioram a absorção de insulina e aceleram a aterosclerose, doença caracterizada por placas chamadas ateromas nos vasos sanguíneos.
"Com a inflamação, o organismo tenta acompanhar a demanda maior por insulina, mas uma hora o pâncreas não aguenta", explica Mário José Abdalla Saad, orientador da tese de mestrado da médica e livre-docente em clínica médica na Unicamp.
Solução:
Disponível desde a década de 1990 no Brasil, a diacereína poderia ser uma opção barata e eficaz para uma pandemia que afeta, pelo menos, 5% da população mundial. "No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas a parcela pequena da população", afirma o médico. " A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social."
O especialista apresentou a pesquisa inicial com a droga, realizada em ratos, na 25ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada entre 25 e 28 de agosto em Águas de Lindóia (SP).
Caso um medicamento seja desenvolvido a partir dos estudos clínicos, seria um complemento ao uso de metformina, principal droga de combate ao diabetes tipo 2. "Doenças crônicas complexas como hipertensão e diabetes precisam de uma associação de substâncias para serem enfrentadas", diz Mário Saad.
Do laboratório às prateleiras...
Muito antes de chegar às farmácias, a equipe de Mário Saad e Natália Tobar precisa passar por mais etapas.
"É uma pesquisa experimental, testada em animais, uma tese de mestrado que será defendida em setembro, o estudo ainda não está publicado", diz o especialista em clínica médica. "Queremos pacientes obesos e diabéticos com esse remédio na Unicamp e já levamos o estudo para aprovação de um comitê de ética da universidade."
Os testes em humanos, em uma fase chamada prova de conceito, deverão acontecer entre o final de 2010 e o começo do próximo ano, caso receba aval da Faculdade de Ciências Médicas da instituição de ensino estadual em Campinas (SP).
"No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas à parcela pequena da população. A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social"
Mário José Abdalla Saad,
livre-docente
"Serve para reproduzir em humanos o padrão observado em animais", explica Mário. "Vinte pessoas, dez com placebo e dez recebendo a droga, são suficientes para a verificação."
Pode ser um caminho para o Ministério da Saúde financiar estudo posterior, com número maior de pacientes com diabetes tipo 2. "Isso é do interesse do sistema de saúde, são casos de uma droga existente, que pode ser barata para venda no mercado farmacêutico", afirma o especialista.
Aspirina
O efeito da inflamação de vias de insulina no corpo humano começou a ser combatida, há 20 anos, com estudos usando o ácido acetilsalicílico, outro nome para a aspirina.
O medicamento, comum no tratamento de dores de cabeça, também melhora a sensibilidade à insulina, porém somente com altas doses que levam a efeitos colaterais como zumbidos no ouvido e sangramentos gastrointestinais.
"A aspirina foi uma ferramenta usada para provar um conceito: se você bloquear a via inflamatória, bloqueia o diabetes", afirma Mário Saad.
Dieta, exercícios e terapia:
Para o médico, a melhor receita para impedir o desenvolvimento de diabetes tipo 2 continua a ser uma combinação de dieta balanceada e rotina de exercícios. "Nós [médicos] sabemos que é difícil, o remédio serviria para aqueles que não conseguem dar conta de comer bem e se movimentar, para evitar esse risco de diabetes", diz o médico.
Encarada a princípio como um medicamento terapêutico, a diacereína também pode representar uma forma de prevenção à doença. A crescente população com glicemia entre 100 e 125, faixa considerada como propensa ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, seria um dos principais alvos do emprego da droga.
Fonte: Globo.com
Base para descoberta foi efeito da aspirina contra a resistência à insulina.
Um remédio utilizado para o tratamento de doenças reumáticas pode ter efeito benéfico na diminuição da resistência do corpo à insulina, sintoma que pode desencadear diabates tipo 2. O remédio não apresentou efeitos colaterais notavéis durante, pelo menos, um ano.
Conhecido como diacereína, o fármaco é utilizado normalmente no tratamento de doenças reumáticas, porém Natália Tobar, pós-graduanda na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conseguiu empregá-lo em ratos para reduzir a resistência do organismo das cobaias à insulina. A substância é responsável por transferir a glicose para dentro das células.
Inflamação:
A droga, de origem vegetal, tem efeito anti-inflamatório. Dietas ricas em gorduras saturadas como carne de porco e leite acarretam inflamações subclínicas, mecanismos que pioram a absorção de insulina e aceleram a aterosclerose, doença caracterizada por placas chamadas ateromas nos vasos sanguíneos.
"Com a inflamação, o organismo tenta acompanhar a demanda maior por insulina, mas uma hora o pâncreas não aguenta", explica Mário José Abdalla Saad, orientador da tese de mestrado da médica e livre-docente em clínica médica na Unicamp.
Solução:
Disponível desde a década de 1990 no Brasil, a diacereína poderia ser uma opção barata e eficaz para uma pandemia que afeta, pelo menos, 5% da população mundial. "No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas a parcela pequena da população", afirma o médico. " A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social."
O especialista apresentou a pesquisa inicial com a droga, realizada em ratos, na 25ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada entre 25 e 28 de agosto em Águas de Lindóia (SP).
Caso um medicamento seja desenvolvido a partir dos estudos clínicos, seria um complemento ao uso de metformina, principal droga de combate ao diabetes tipo 2. "Doenças crônicas complexas como hipertensão e diabetes precisam de uma associação de substâncias para serem enfrentadas", diz Mário Saad.
Do laboratório às prateleiras...
Muito antes de chegar às farmácias, a equipe de Mário Saad e Natália Tobar precisa passar por mais etapas.
"É uma pesquisa experimental, testada em animais, uma tese de mestrado que será defendida em setembro, o estudo ainda não está publicado", diz o especialista em clínica médica. "Queremos pacientes obesos e diabéticos com esse remédio na Unicamp e já levamos o estudo para aprovação de um comitê de ética da universidade."
Os testes em humanos, em uma fase chamada prova de conceito, deverão acontecer entre o final de 2010 e o começo do próximo ano, caso receba aval da Faculdade de Ciências Médicas da instituição de ensino estadual em Campinas (SP).
"No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas à parcela pequena da população. A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social"
Mário José Abdalla Saad,
livre-docente
"Serve para reproduzir em humanos o padrão observado em animais", explica Mário. "Vinte pessoas, dez com placebo e dez recebendo a droga, são suficientes para a verificação."
Pode ser um caminho para o Ministério da Saúde financiar estudo posterior, com número maior de pacientes com diabetes tipo 2. "Isso é do interesse do sistema de saúde, são casos de uma droga existente, que pode ser barata para venda no mercado farmacêutico", afirma o especialista.
Aspirina
O efeito da inflamação de vias de insulina no corpo humano começou a ser combatida, há 20 anos, com estudos usando o ácido acetilsalicílico, outro nome para a aspirina.
O medicamento, comum no tratamento de dores de cabeça, também melhora a sensibilidade à insulina, porém somente com altas doses que levam a efeitos colaterais como zumbidos no ouvido e sangramentos gastrointestinais.
"A aspirina foi uma ferramenta usada para provar um conceito: se você bloquear a via inflamatória, bloqueia o diabetes", afirma Mário Saad.
Dieta, exercícios e terapia:
Para o médico, a melhor receita para impedir o desenvolvimento de diabetes tipo 2 continua a ser uma combinação de dieta balanceada e rotina de exercícios. "Nós [médicos] sabemos que é difícil, o remédio serviria para aqueles que não conseguem dar conta de comer bem e se movimentar, para evitar esse risco de diabetes", diz o médico.
Encarada a princípio como um medicamento terapêutico, a diacereína também pode representar uma forma de prevenção à doença. A crescente população com glicemia entre 100 e 125, faixa considerada como propensa ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, seria um dos principais alvos do emprego da droga.
Fonte: Globo.com
terça-feira, 24 de agosto de 2010
80% dos casos de câncer de pênis precisam de amputação, diz HC
Hospital de SP atende cerca de 60 pacientes com a doença por ano.
Câncer está ligada a maus hábitos de higiene e atinge 2% da população.
Cerca de 60 homens procuram o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo com câncer de pênis por ano. Desse número, em 80% dos casos há necessidade de amputação do membro, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. As amputações são feitas, normalmente, porque os casos que chegam ao hospital apresentam gravidade, e todos precisam de intervenção cirúrgica.
O câncer de pênis atinge, atualmente, 2% da população masculina do país, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Associada a maus hábitos de higiene, a doença é bastante invasiva e alcança altos índices nas regiões Norte e Nordeste do país, onde chega perto de 10%.
De acordo com a secretaria, os sintomas de câncer de pênis são facilmente percebidos: se parece com uma úlcera e forma diversas feridas no membro. Muitos casos não são diagnosticados com rapidez porque a pessoa não acredita que possa ser um câncer.
A fimose pode ser um fator de risco para a consolidação da doença, pois dificulta a higienização do pênis.
Tratamento:
O tratamento, geralmente, é feito por meio de cirurgia, pois o câncer avança de maneira rápida e causa traumas que somente a intervenção cirúrgica pode reparar a tempo. Se tratado a tempo, o paciente sofre danos menores, que não o impedirão de ter uma vida sexual ativa.
O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita grande parte do sofrimento e sequelas no paciente. A prevenção do câncer é simples. Basta estar atento à higiene diária do membro.
Fonte:Globo.com
Câncer está ligada a maus hábitos de higiene e atinge 2% da população.
Cerca de 60 homens procuram o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo com câncer de pênis por ano. Desse número, em 80% dos casos há necessidade de amputação do membro, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. As amputações são feitas, normalmente, porque os casos que chegam ao hospital apresentam gravidade, e todos precisam de intervenção cirúrgica.
O câncer de pênis atinge, atualmente, 2% da população masculina do país, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Associada a maus hábitos de higiene, a doença é bastante invasiva e alcança altos índices nas regiões Norte e Nordeste do país, onde chega perto de 10%.
De acordo com a secretaria, os sintomas de câncer de pênis são facilmente percebidos: se parece com uma úlcera e forma diversas feridas no membro. Muitos casos não são diagnosticados com rapidez porque a pessoa não acredita que possa ser um câncer.
A fimose pode ser um fator de risco para a consolidação da doença, pois dificulta a higienização do pênis.
Tratamento:
O tratamento, geralmente, é feito por meio de cirurgia, pois o câncer avança de maneira rápida e causa traumas que somente a intervenção cirúrgica pode reparar a tempo. Se tratado a tempo, o paciente sofre danos menores, que não o impedirão de ter uma vida sexual ativa.
O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita grande parte do sofrimento e sequelas no paciente. A prevenção do câncer é simples. Basta estar atento à higiene diária do membro.
Fonte:Globo.com
domingo, 22 de agosto de 2010
Zumbido no ouvido afeta 278 milhões de pessoas, mas tem cura
No Brasil, 'tinnitus' atinge 28 milhões; casos mais graves levam a depressão.
Um dos tratamentos usa sons alternativos para desviar atenção do chiado.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a percepção de um som que não está sendo gerado no ambiente afeta 278 milhões de pessoas. No Brasil, são 28 milhões que convivem com o sintoma. Porém há tratamentos que envolvem até mesmo o emprego de ruídos para "competir" com o chiado característico do zumbido.
“Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme naTV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentaro problema"
José de Lourdes Toledo
Conhecido na comunidade científica internacional como tinnitus, o sintoma no ouvido nem sempre tem origem em ruídos estridentes. Segundo o médico e professor Ricardo Bento, chefe do departamento de otorrinolaringologia da USP, muitas doenças podem causar zumbido e várias causas podem se manifestar em um único indivíduo.
Quando causado por barulho excessivo, o zumbido ocorre em função de uma lesão nas células da cóclea, decorrente de uma pressão forte no tímpano. Sendo um sintoma que varia de intensidade entre os pacientes, o zumbido pode ser permanente ou temporário.
“Tanto é possível que o trauma desapareça depois de alguns dias após a exposição ao ruído, como o paciente pode ter uma lesão crônica que vai durar o resto de sua vida”, explica o professor.
Abelha violenta
Dono de uma empresa de revenda de material elétrico, José de Lourdes Toledo, de 70 anos, convive há 16 meses com zumbido. Nos últimos três, o chiado - "parecido com uma abelha violenta" - cresceu e nem mesmo a consulta a médicos especializados serviu para identificar a causa do problema.
"Sempre usei protetor de ouvido no meu trabalho, uso também ao entrar em lugares muito barulhentos", afirma o comerciante. "Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme na TV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentar o problema."
Toledo afirma que a presença do chiado atrapalha, especialmente em situações de silêncio. "Durante a noite, eu acordo e perco o sono, incomoda tremendamente", diz o morador da cidade de Limeira (SP).
Terapia de habituação
Uma possível solução para o caso de José pode estar na terapia acústica, técnica que consiste no emprego de ruídos alternativos, para estimular o paciente a ignorar o zumbido ou, pelo menos, tomar conhecimento que outros sons estão presentes no ambiente.
O método conhecido como Terapia de Habituação do ouvido (TRT, na sigla em inglês) foi desenvolvido pelo neurocientista polonês Pawel Jastreboff e consiste no uso de sons alternativos para competir com o zumbido. O paciente passa a não focar a atenção no tinnitus, passando a relatar que o chiado "diminui ou desapareceu".
Produtos com emprego de tecnologia de terapia acústica já estão disponíveis no mercado em aparelhos auditivos voltados, inicialmente, para pacientes com perda de audição.
Segundo Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e porta-voz da Audibel, pessoas com problemas no ouvido geralmente não desejam notar que estão usando um produto para corrigir o sintoma.
"Muitas vezes o gerador de som em aparelhos auditivos não precisa nem ser ligado, em casos de pacientes com zumbido e perda auditiva", afirma a fonoaudióloga. "O nível de incômodo da pessoa é equivalente à atenção que ela dá ao zumbido."
Desinformação
Há quem evite se informar ou mesmo tratar o problema. “É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e há casos até de suicídio”, afirma Ricardo Bento. “O importante ao paciente é saber que sempre há algo a ser feito.”
O médico também destaca a diferença entre o sintoma e a perda auditiva. “Uma pequena parcela das pessoas que vivem com zumbido escutam dentro dos padrões de normalidade” explica Ricardo. “O zumbido nunca é causa da perda de audição, pode ser apenas uma consequência, uma tentativa do ouvido de compensar um problema.”
Outra dúvida recorrente é quanto à hereditariedade do sintoma, quando intenso. “Mais de 95% dos casos de perda de audição está associada a problemas do próprio ouvido do paciente”, diz o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
“É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e hácasos até de suicídio"
Ricardo Bento, chefe do departamento“
de otorrinolaringologia da USP
Cuidados
Usar protetor auditivo individual, diminuir o tempo de exposição a ruído intenso ou mesmo se afastar completamente de barulho são algumas das táticas mais recomendadas para tratar o zumbido.
Alterações emocionais como estresse e o abuso no consumo de café, cigarro e álcool também afetam o aparelho auditivo. “Algumas dessas substâncias causam vasoconstrição nas artérias que irrigam o ouvido”, explica Ricardo Bento.
No caso de situações de zumbido extremo, exames metabólicos e de imagens são necessários para esclarecer o procecimento a ser adotado no tratamento do paciente, afirma o especialista.
Fonte:Globo.com
Um dos tratamentos usa sons alternativos para desviar atenção do chiado.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a percepção de um som que não está sendo gerado no ambiente afeta 278 milhões de pessoas. No Brasil, são 28 milhões que convivem com o sintoma. Porém há tratamentos que envolvem até mesmo o emprego de ruídos para "competir" com o chiado característico do zumbido.
“Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme naTV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentaro problema"
José de Lourdes Toledo
Conhecido na comunidade científica internacional como tinnitus, o sintoma no ouvido nem sempre tem origem em ruídos estridentes. Segundo o médico e professor Ricardo Bento, chefe do departamento de otorrinolaringologia da USP, muitas doenças podem causar zumbido e várias causas podem se manifestar em um único indivíduo.
Quando causado por barulho excessivo, o zumbido ocorre em função de uma lesão nas células da cóclea, decorrente de uma pressão forte no tímpano. Sendo um sintoma que varia de intensidade entre os pacientes, o zumbido pode ser permanente ou temporário.
“Tanto é possível que o trauma desapareça depois de alguns dias após a exposição ao ruído, como o paciente pode ter uma lesão crônica que vai durar o resto de sua vida”, explica o professor.
Abelha violenta
Dono de uma empresa de revenda de material elétrico, José de Lourdes Toledo, de 70 anos, convive há 16 meses com zumbido. Nos últimos três, o chiado - "parecido com uma abelha violenta" - cresceu e nem mesmo a consulta a médicos especializados serviu para identificar a causa do problema.
"Sempre usei protetor de ouvido no meu trabalho, uso também ao entrar em lugares muito barulhentos", afirma o comerciante. "Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme na TV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentar o problema."
Toledo afirma que a presença do chiado atrapalha, especialmente em situações de silêncio. "Durante a noite, eu acordo e perco o sono, incomoda tremendamente", diz o morador da cidade de Limeira (SP).
Terapia de habituação
Uma possível solução para o caso de José pode estar na terapia acústica, técnica que consiste no emprego de ruídos alternativos, para estimular o paciente a ignorar o zumbido ou, pelo menos, tomar conhecimento que outros sons estão presentes no ambiente.
O método conhecido como Terapia de Habituação do ouvido (TRT, na sigla em inglês) foi desenvolvido pelo neurocientista polonês Pawel Jastreboff e consiste no uso de sons alternativos para competir com o zumbido. O paciente passa a não focar a atenção no tinnitus, passando a relatar que o chiado "diminui ou desapareceu".
Produtos com emprego de tecnologia de terapia acústica já estão disponíveis no mercado em aparelhos auditivos voltados, inicialmente, para pacientes com perda de audição.
Segundo Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e porta-voz da Audibel, pessoas com problemas no ouvido geralmente não desejam notar que estão usando um produto para corrigir o sintoma.
"Muitas vezes o gerador de som em aparelhos auditivos não precisa nem ser ligado, em casos de pacientes com zumbido e perda auditiva", afirma a fonoaudióloga. "O nível de incômodo da pessoa é equivalente à atenção que ela dá ao zumbido."
Desinformação
Há quem evite se informar ou mesmo tratar o problema. “É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e há casos até de suicídio”, afirma Ricardo Bento. “O importante ao paciente é saber que sempre há algo a ser feito.”
O médico também destaca a diferença entre o sintoma e a perda auditiva. “Uma pequena parcela das pessoas que vivem com zumbido escutam dentro dos padrões de normalidade” explica Ricardo. “O zumbido nunca é causa da perda de audição, pode ser apenas uma consequência, uma tentativa do ouvido de compensar um problema.”
Outra dúvida recorrente é quanto à hereditariedade do sintoma, quando intenso. “Mais de 95% dos casos de perda de audição está associada a problemas do próprio ouvido do paciente”, diz o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
“É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e hácasos até de suicídio"
Ricardo Bento, chefe do departamento“
de otorrinolaringologia da USP
Cuidados
Usar protetor auditivo individual, diminuir o tempo de exposição a ruído intenso ou mesmo se afastar completamente de barulho são algumas das táticas mais recomendadas para tratar o zumbido.
Alterações emocionais como estresse e o abuso no consumo de café, cigarro e álcool também afetam o aparelho auditivo. “Algumas dessas substâncias causam vasoconstrição nas artérias que irrigam o ouvido”, explica Ricardo Bento.
No caso de situações de zumbido extremo, exames metabólicos e de imagens são necessários para esclarecer o procecimento a ser adotado no tratamento do paciente, afirma o especialista.
Fonte:Globo.com
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Ministério da Saúde reafirma que sarampo foi eliminado do Brasil
Não há circulação interna do vírus, diz nota oficial.
‘Todos os casos registrados nos últimos dez anos são importados.’
O Ministério da Saúde divulgou nota nesta sexta-feira (20) reafirmando que “continua eliminada do território nacional” e esclarecendo que só Pará e Rio Grande do Sul registraram caso suspeito de sarampo.
A explicação para esses casos, segundo a pasta, é que os pacientes foram infectados fora do país ou contaminados por estrangeiros que vieram ao Brasil, já que não há circulação interna do vírus.
"Todos os casos que têm sido registrados nesses últimos dez anos são importados”, afirma nota oficial.
Ainda segundo o governo, a vacinação contra o sarampo faz parte do calendário de rotina da criança, com cobertura acima de 99%, o que serve como barreira à reintrodução da doença no país.
A doença ainda existe em alguns países da Europa (houve surtos na Inglaterra, França, Itália e Holanda), Ásia e África (como a África do Sul).
Os sintomas são semelhantes aos da dengue e herpes, por exemplo, o que exige confirmação laboratorial.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
‘Todos os casos registrados nos últimos dez anos são importados.’
O Ministério da Saúde divulgou nota nesta sexta-feira (20) reafirmando que “continua eliminada do território nacional” e esclarecendo que só Pará e Rio Grande do Sul registraram caso suspeito de sarampo.
A explicação para esses casos, segundo a pasta, é que os pacientes foram infectados fora do país ou contaminados por estrangeiros que vieram ao Brasil, já que não há circulação interna do vírus.
"Todos os casos que têm sido registrados nesses últimos dez anos são importados”, afirma nota oficial.
Ainda segundo o governo, a vacinação contra o sarampo faz parte do calendário de rotina da criança, com cobertura acima de 99%, o que serve como barreira à reintrodução da doença no país.
A doença ainda existe em alguns países da Europa (houve surtos na Inglaterra, França, Itália e Holanda), Ásia e África (como a África do Sul).
Os sintomas são semelhantes aos da dengue e herpes, por exemplo, o que exige confirmação laboratorial.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
Rio Grande do Sul e Pará registram casos de sarampo
Se confirmados, chega a cinco número de casos importados neste ano.
Brasil interrompeu circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000.
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou, em exames preliminares, casos de sarampo em duas crianças, de 11 e 12 anos. As suspeitas são agora investigadas pelo Ministério da Saúde, segundo nota divulgada na quinta-feira (19). No início de agosto deste ano, três casos importados de sarampo foram confirmados no Pará.
Os exames iniciais que confirmaram o sarampo no Rio Grande do Sul foram realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do estado (Lacen/RS). Para concluir o diagnóstico, o material foi encaminhado para o Laboratório de Referência Nacional para sarampo, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O resultado está previsto para a próxima semana.
Segundo o Ministério da Saúde, os dois irmãos estiveram com a família em Buenos Aires, de 22 a 28 de julho. De acordo com a família, eles não foram vacinados por serem alérgicos a ovo. Os três irmãos que tiveram sarampo no Pará também não haviam sido vacinados contra a doença.
Os dois casos no Sul do país foram notificados ao Ministério em 17 de agosto, e desde então autoridades locais de saúde buscam casos suspeitos de sarampo nos lugares frequentados pelas crianças.
O Brasil interrompeu a circulação do vírus autóctone (com transmissão dentro do país) do sarampo em 2000. Desde então, foram registrados cinco eventos (grupo de casos relacionados) de sarampo no país, todos importados. Os últimos casos da doença foram registrados em 2006, segundo o Ministério.
Doença:
De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
Brasil interrompeu circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000.
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou, em exames preliminares, casos de sarampo em duas crianças, de 11 e 12 anos. As suspeitas são agora investigadas pelo Ministério da Saúde, segundo nota divulgada na quinta-feira (19). No início de agosto deste ano, três casos importados de sarampo foram confirmados no Pará.
Os exames iniciais que confirmaram o sarampo no Rio Grande do Sul foram realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do estado (Lacen/RS). Para concluir o diagnóstico, o material foi encaminhado para o Laboratório de Referência Nacional para sarampo, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O resultado está previsto para a próxima semana.
Segundo o Ministério da Saúde, os dois irmãos estiveram com a família em Buenos Aires, de 22 a 28 de julho. De acordo com a família, eles não foram vacinados por serem alérgicos a ovo. Os três irmãos que tiveram sarampo no Pará também não haviam sido vacinados contra a doença.
Os dois casos no Sul do país foram notificados ao Ministério em 17 de agosto, e desde então autoridades locais de saúde buscam casos suspeitos de sarampo nos lugares frequentados pelas crianças.
O Brasil interrompeu a circulação do vírus autóctone (com transmissão dentro do país) do sarampo em 2000. Desde então, foram registrados cinco eventos (grupo de casos relacionados) de sarampo no país, todos importados. Os últimos casos da doença foram registrados em 2006, segundo o Ministério.
Doença:
De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Número de casos de dengue tipo 4 pode subir para 12 em Roraima
Nota técnica da SVS relata 3 confirmações e 9 suspeitas no estado.
Primeira parte de verificação atesta autoctonia dos casos da capital.
A Secretária de Vigilância em Saúde (SVS), ligada ao Ministério da Saúde, divulgou nota técnica sobre os casos de dengue tipo 4 em Roraima nesta quarta-feira (18), relatando a possibilidade de confirmação de outros nove registros da doença no estado.
Os casos confirmados até o momento são todos de Boa Vista, capital roraimense. Foram identificados nos bairros de Buritis, Cidade Satélite e Santa Tereza. Foram 19 amostras avaliadas à época pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém do Pará, órgão autorizado pelo Ministério para contraprovas. Do montante, uma amostra, referente ao bairro de Pricumã, ainda aguarda comprovação.
Outras 30 amostras foram enviadas no dia 11 de agosto como resultado da busca por casos febris feita por serviços de saúde em Roraima. A partir da nova leva, foram identificados outros 8 casos suspeitos.
Sete dos novos registros suspeitos foram identificados na capital. As cidades de Cantá e Normandia também tiveram casos suspeitos, um caso em cada uma.
Quanto à confirmação dos nove registros, a SVS afirma que é preciso realizar a verificação por meio de dois exames por parte do IEC: pesquisa do genoma do vírus VDEN-4 pela técnica RT-PCR e isolamento em células C3/36.
Entre as nove suspeitas, sete já foram confirmadas pela técnica RT-PCR quanto à autoctonia, todas na capital. Signfica que os casos foram identificados em pessoas da cidade e não provém de contaminações em outros lugares do Brasil ou de países vizinhos.
O próximo passo é aguardar os resultados do isolamento do vírus em células clonadas do mosquito Aedes albopictus conhecidas como C3/36, pois a prática representa o padrão ouro exigido pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para confirmação definitiva dos casos de dengue 4.
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.
Situação epidemiológica em Roraima:
O estado já apresentou até a semana 31 de 2010 (1 a 7 de agosto) 8.342 casos de dengue clássica, aumento de 44,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 4.631 registros da doença.
O Ministério da Saúde ainda informa sobre 61 casos de febre hemorrágica (FHD) e 160 situações de dengue com complicações (DCC) em 2010. Somente em Boa Vista, foram 5.171 casos de dengue, o equivalente a 62% do total registrado em Roraima.
Para combater a doença, foram realizadas campanhas de combate ao vetor na capital, com a eliminação de 18.305 criadouros, instalação de ovitrampas e visitas a pontos estratégicos imóveis, onde são encontrados com frequência reservatórios propícios para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Fonte: Globo.com
Primeira parte de verificação atesta autoctonia dos casos da capital.
A Secretária de Vigilância em Saúde (SVS), ligada ao Ministério da Saúde, divulgou nota técnica sobre os casos de dengue tipo 4 em Roraima nesta quarta-feira (18), relatando a possibilidade de confirmação de outros nove registros da doença no estado.
Os casos confirmados até o momento são todos de Boa Vista, capital roraimense. Foram identificados nos bairros de Buritis, Cidade Satélite e Santa Tereza. Foram 19 amostras avaliadas à época pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém do Pará, órgão autorizado pelo Ministério para contraprovas. Do montante, uma amostra, referente ao bairro de Pricumã, ainda aguarda comprovação.
Outras 30 amostras foram enviadas no dia 11 de agosto como resultado da busca por casos febris feita por serviços de saúde em Roraima. A partir da nova leva, foram identificados outros 8 casos suspeitos.
Sete dos novos registros suspeitos foram identificados na capital. As cidades de Cantá e Normandia também tiveram casos suspeitos, um caso em cada uma.
Quanto à confirmação dos nove registros, a SVS afirma que é preciso realizar a verificação por meio de dois exames por parte do IEC: pesquisa do genoma do vírus VDEN-4 pela técnica RT-PCR e isolamento em células C3/36.
Entre as nove suspeitas, sete já foram confirmadas pela técnica RT-PCR quanto à autoctonia, todas na capital. Signfica que os casos foram identificados em pessoas da cidade e não provém de contaminações em outros lugares do Brasil ou de países vizinhos.
O próximo passo é aguardar os resultados do isolamento do vírus em células clonadas do mosquito Aedes albopictus conhecidas como C3/36, pois a prática representa o padrão ouro exigido pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para confirmação definitiva dos casos de dengue 4.
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.
Situação epidemiológica em Roraima:
O estado já apresentou até a semana 31 de 2010 (1 a 7 de agosto) 8.342 casos de dengue clássica, aumento de 44,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 4.631 registros da doença.
O Ministério da Saúde ainda informa sobre 61 casos de febre hemorrágica (FHD) e 160 situações de dengue com complicações (DCC) em 2010. Somente em Boa Vista, foram 5.171 casos de dengue, o equivalente a 62% do total registrado em Roraima.
Para combater a doença, foram realizadas campanhas de combate ao vetor na capital, com a eliminação de 18.305 criadouros, instalação de ovitrampas e visitas a pontos estratégicos imóveis, onde são encontrados com frequência reservatórios propícios para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Fonte: Globo.com
Ingerir bebidas alcoólicas durante a gestação pode prejudicar a fertilidade dos filhos homens
A pesquisa foi apresentada durante a Reunião Anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia
Mas, as futuras mamães de meninos têm um motivo a mais para se preocupar com a ingestão de bebidas alcoólicas. Médicos dinamarqueses descobriram que gestantes que bebem média de quatro drinques ou mais, por semana, afetam diretamente na quantidade de esperma produzida por seus filhos posteriormente.
Segundo os pesquisadores, quando esses meninos completam vinte anos, a concentração do esperma é um terço menor em comparação às amostras seminais de homens que não foram expostos ao álcool, enquanto estavam no útero materno.
A quantidade da bebida que pode interferir na fertilidade masculina foi determinada pelos estudiosos, liderados por Cecilia Ramlau-Hansen, integrante do Departamento de Medicina Ocupacional do Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca: 12 gramas de álcool, o equivalente a um 330 ml de cerveja, um pequeno (120 ml) copo de vinho ou um copo de aguardente (40 ml).
Os pesquisadores analisaram, de 1884 a 1987, dados de 347 filhos de 11.980 mulheres com gestações únicas. As mães responderam a um questionário sobre o consumo de álcool, estilo de vida e saúde na 36ª semana de gravidez. Os filhos destas foram acompanhados, entre 2005 e 2006, quando atingiram idades entre 18 e 21 anos, fase em que foi realizada a coleta de amostras de sêmen e sangue.
Para fazer a pesquisa, os estudiosos dividiram os filhos em quatro grupos. O primeiro com meninos cujas mães beberam menos de um drinque por semana, esse serviu de referência em relação aos outros três, que foram divididos entre um drinque e meio e mais de quatro drinques por semana. Esses grupos apresentaram, em média, concentração de 25 milhões por mililitro, enquanto os filhos que foram menos expostos ao álcool apresentaram concentrações de espermatozóides de 40 milhões / ml.
A Organização Mundial de Saúde define como “nível normal" de concentração espermática 20 milhões / ml ou mais. De acordo com Cecilia Ramlau-Hansen, a baixa concentração de espermatozóides nos homens mais expostos ao álcool está bastante próxima do limite mínimo que a OMS define para a fertilidade masculina. “A probabilidade de concepção aumenta com a concentração espermática. Portanto, é possível que homens mais expostos ao álcool poderiam ser menos férteis do que os menos expostos.".
A pesquisadora afirma ainda que como o estudo foi observacional, não podemos dizer com certeza que o álcool é o responsável pelo menor concentração de espermatozóides. “É muito provável que a ingestão de álcool durante a gravidez tenha efeitos nocivos sobre a formação dos tecidos fetais produtores de esperma, o que provocaria a baixa qualidade do sêmen na vida adulta. Ainda assim, o estudo é pioneiro, mas outras pesquisas neste campo precisam validar o nexo de causalidade que encontramos para serem criados limites para a ingestão de álcool durante a gestação”, afirma.
O ginecologista e diretor da Clínica Gera, Joji Ueno“Agora conclui que com o estudo dinamarquês, acrescentamos outra razão para insistir na proibição de álcool durante a gestação pelas mulheres. “Se a pesquisa dinamarquesa revelou que o consumo de álcool materno é uma das causas da baixa concentração de sêmen na descendência masculina, podemos estar mais perto de uma explicação para um fenômeno atual: o porquê a qualidade do sêmen pode ter diminuído, nas últimas décadas, em alguns grupos populacionais.”
Fonte: Uol.com.br
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Cerveja aumenta risco de doença de pele em mulheres, diz estudo
Segundo pesquisa, consumo de cinco cervejas por semana dobra risco de psoríase em mulheres.
Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.
"Vinho ou bebidas destiladas
não apresentaram aumento
do risco"
O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.
A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.
A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.
Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.
Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.
Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.
"A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.
Glúten:
O estudo, publicado na revista especializada "Archives of Dermatology", sugere que a causa do aumento no risco de psoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.
Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten.
Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.
"As mulheres com alto risco de desenvolver psoríase devem considerar evitar tomar muita cerveja", concluem os autores.
Fonte: BBC Brasil
Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.
"Vinho ou bebidas destiladas
não apresentaram aumento
do risco"
O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.
A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.
A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.
Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.
Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.
Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.
"A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.
Glúten:
O estudo, publicado na revista especializada "Archives of Dermatology", sugere que a causa do aumento no risco de psoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.
Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten.
Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.
"As mulheres com alto risco de desenvolver psoríase devem considerar evitar tomar muita cerveja", concluem os autores.
Fonte: BBC Brasil
Chocolate pode reduzir risco de insuficiência cardíaca, diz estudo
Pesquisa foi feita com quase 32 mil mulheres suecas, durante nove anos.
Alimento deve ter alto teor de cacau e ser consumido moderadamente.
Um estudo conduzido com quase 32 mil mulheres suecas de meia-idade e idosas aponta que o consumo moderado de chocolate reduz o risco de insuficiência cardíaca, conforme divulgado em revista da Sociedade Americana do Coração nesta terça-feira (17).
Mulheres que consumiram uma ou duas porções de chocolate de boa qualidade por semana tiveram um risco 32% menor de insuficiência cardíaca. Se a ingestão aconteceu até três vezes durante um mês, a chance caiu 26%. Para as pessoas que comeram chocolate todos os dias, a pesquisa não apresentou benefícios relacionados ao consumo contra a doença.
Participaram da pesquisa mulheres entre 48 e 83 anos. Até 61 anos, as porções consideradas eram de 30 gramas. Para o restante mais idoso, os pedaços de chocolate tinham 19 gramas. As mulheres responderam a questionários para informar sobre a frequência e o tipo de chocolate que comiam.
Os resultados foram combinados com dados do serviço sueco de hospitalizações e registros de óbitos entre 1998 e 2006, com a adoção de análises estatísticas para chegar a conclusões sobre a relação entre chocolate e insuficiência cardíaca.
Uma possível explicação pode estar nos flavonoides, compostos presentes em chocolates, ligados à diminuição da pressão sanguínea segundo boa parte da comunidade científica.
Segundo a coordenadora do estudo, a médica Murray Mittleman, a ausência de efeito protetor entre mulheres que consumiram chocolate todos os dias provavelmente se justifica pelo acúmulo de gorduras.
"Se você precisa experimentar chocolate, opte pelo amargo e sempre com moderação", diz Mittleman. "Não é possível ignorar que o chocolate é um alimento relativamente calórico e comer grandes quantidades pode levar ao aumento de peso."
A especialista ainda afirma que diferenças nas taxas de cacau dos chocolates consumidos pelas participantes da pesquisa alteram os resultados. No caso sueco, 90% das mulheres afirmaram ter ingerido chocolate ao leite, que contém 30% de sólidos de cacau. Esse valor já seria suficiente para classificar o mesmo produto nos Estados Unidos como chocolate amargo.
Fonte: Globo.com
Alimento deve ter alto teor de cacau e ser consumido moderadamente.
Um estudo conduzido com quase 32 mil mulheres suecas de meia-idade e idosas aponta que o consumo moderado de chocolate reduz o risco de insuficiência cardíaca, conforme divulgado em revista da Sociedade Americana do Coração nesta terça-feira (17).
Mulheres que consumiram uma ou duas porções de chocolate de boa qualidade por semana tiveram um risco 32% menor de insuficiência cardíaca. Se a ingestão aconteceu até três vezes durante um mês, a chance caiu 26%. Para as pessoas que comeram chocolate todos os dias, a pesquisa não apresentou benefícios relacionados ao consumo contra a doença.
Participaram da pesquisa mulheres entre 48 e 83 anos. Até 61 anos, as porções consideradas eram de 30 gramas. Para o restante mais idoso, os pedaços de chocolate tinham 19 gramas. As mulheres responderam a questionários para informar sobre a frequência e o tipo de chocolate que comiam.
Os resultados foram combinados com dados do serviço sueco de hospitalizações e registros de óbitos entre 1998 e 2006, com a adoção de análises estatísticas para chegar a conclusões sobre a relação entre chocolate e insuficiência cardíaca.
Uma possível explicação pode estar nos flavonoides, compostos presentes em chocolates, ligados à diminuição da pressão sanguínea segundo boa parte da comunidade científica.
Segundo a coordenadora do estudo, a médica Murray Mittleman, a ausência de efeito protetor entre mulheres que consumiram chocolate todos os dias provavelmente se justifica pelo acúmulo de gorduras.
"Se você precisa experimentar chocolate, opte pelo amargo e sempre com moderação", diz Mittleman. "Não é possível ignorar que o chocolate é um alimento relativamente calórico e comer grandes quantidades pode levar ao aumento de peso."
A especialista ainda afirma que diferenças nas taxas de cacau dos chocolates consumidos pelas participantes da pesquisa alteram os resultados. No caso sueco, 90% das mulheres afirmaram ter ingerido chocolate ao leite, que contém 30% de sólidos de cacau. Esse valor já seria suficiente para classificar o mesmo produto nos Estados Unidos como chocolate amargo.
Fonte: Globo.com
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