Em comemoração ao Dia Nacional da Esclerose Múltipla o Ibope fez uma pesquisa com mais de mil pessoas no país para investigar o conhecimento da população sobre a doença. Cerca de 70% dos brasileiros acreditam que a esclerose múltipla atinge mais idosos, apesar de saberem (em sua grande maioria) que esclerose e esclerose múltipla são doenças diferentes.
Apesar da percepção geral, a esclerose múltipla é mais comum em mulheres (duas para cada homem) entre 20 e 40 anos. São aproximadamente 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo com a doença e mais de 30 mil no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).
“A esclerose múltipla (EM) é uma doença auto imune. O corpo reconhece a bainha de mielina (estrutura que envolve o neurônio, facilitando a transmissão dos impulsos nervosos) como agressora e passa a atacá-la”, explica Rodrigo Barbosa Thomaz, médico neurologista do Catem (Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla) da Santa Casa de São Paulo. A EM evolui para incapacidade física, fadiga e déficit cognitivo.
A doença crônica atinge o sistema nervoso central e não tem cura. Segundo a pesquisa, 60% das pessoas já ouviram falar de esclerose múltipla, destas 58% acreditam que a doença não tenha cura, mas na população em geral o número cai para 46%.
Sintomas:
“O importante é a pessoa procurar ou ser encaminhada a um neurologista quando os primeiros sintomas aparecerem, como formigamento nos braços e/ou pernas que duram dias, embaçamento visual, diminuição de visão geralmente de apenas um olho e tonturas recorrentes”, diz Thomaz. Fadiga e urgência urinária também são sintomas.
Ainda de acordo com a pesquisa do Ibope, a maioria da população não sabe que especialidade médica é a responsável por tratar da EM e, por isto, acaba demorando a ter o diagnóstico da doença.
Por meio de ressonância magnética, o neurologista consegue ver alterações na bainha que indicam a EM e assim pode controlar os danos precocemente. Os sintomas são decorrentes do local onde a lesão acontece. Se ocorrer no lobo temporal, por exemplo, a pessoa sente dificuldades para falar; se ocorre na medula, pode alterar a motricidade (capacidade das células nervosas de determinar a contração muscular) e a sensibilidade.
“A maioria dos pacientes poderá viver por mais de 15 anos sem sintomas importantes, trabalhando ou estudando normalmente”, afirma Marcos Alvarenga, neurologista do Centro de Referência para o Tratamento da Esclerose Múltipla do Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro.
Tratamento:
“A vida sofre um impacto ao descobrir a doença que é imprevisível. A pessoa pode apresentar um sintoma e melhorar. Nos primeiros cinco anos é comum ter surtos e a bainha regenerar, mas depois não tem uma recuperação espontânea, e o paciente vai acumulando dificuldades de equilíbrio, movimento”, conta Thomaz.
O tratamento ajuda a evitar os surtos e suas conseqüências. Existem três frentes de medicamentos: um com imunomoduladores para a própria doença, outro com corticóides nos momentos de surto e o tratamento dos sintomas.
Por conta dos surtos há diminuição de força e rigidez muscular. Surgem problemas de incontinência urinária, tontura, fraqueza e cansaço inexplicável.
“Os remédios são capazes de diminuir as lesões em 40% das pessoas e controlam os surtos em 70%”, diz Thomaz. O médico indica que 50% dos pacientes sem tratamento terão alguma dificuldade para andar em 15 anos.
Segundo José Carlos Truzzi , doutor em urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cerca de 90% dos pacientes com EM têm disfunção urinária. “Um grande número de portadores da doença terá suas atividades limitadas de modo mais intenso pelos transtornos urinários do que pela doença neurológica em si”.
Para o especialista, o problema é, indiscutivelmente, o maior impacto social para o portador da doença. “O receio de perder urina e o transtorno provocado pelo odor fazem com que os problemas se multipliquem, sem contar a limitação imposta pela própria doença. Além disso, restringe as atividades profissionais, diminui a qualidade de vida, comprometendo, inclusive, o relacionamento sexual”. Apesar disto, já existem tratamentos para controlar os sintomas.
Fonte: Uol.com
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Remédio para doenças reumáticas pode ser eficaz contra diabetes tipo 2
Diacereína deve ser testada em pacientes com a doença até final do ano.
Base para descoberta foi efeito da aspirina contra a resistência à insulina.
Um remédio utilizado para o tratamento de doenças reumáticas pode ter efeito benéfico na diminuição da resistência do corpo à insulina, sintoma que pode desencadear diabates tipo 2. O remédio não apresentou efeitos colaterais notavéis durante, pelo menos, um ano.
Conhecido como diacereína, o fármaco é utilizado normalmente no tratamento de doenças reumáticas, porém Natália Tobar, pós-graduanda na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conseguiu empregá-lo em ratos para reduzir a resistência do organismo das cobaias à insulina. A substância é responsável por transferir a glicose para dentro das células.
Inflamação:
A droga, de origem vegetal, tem efeito anti-inflamatório. Dietas ricas em gorduras saturadas como carne de porco e leite acarretam inflamações subclínicas, mecanismos que pioram a absorção de insulina e aceleram a aterosclerose, doença caracterizada por placas chamadas ateromas nos vasos sanguíneos.
"Com a inflamação, o organismo tenta acompanhar a demanda maior por insulina, mas uma hora o pâncreas não aguenta", explica Mário José Abdalla Saad, orientador da tese de mestrado da médica e livre-docente em clínica médica na Unicamp.
Solução:
Disponível desde a década de 1990 no Brasil, a diacereína poderia ser uma opção barata e eficaz para uma pandemia que afeta, pelo menos, 5% da população mundial. "No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas a parcela pequena da população", afirma o médico. " A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social."
O especialista apresentou a pesquisa inicial com a droga, realizada em ratos, na 25ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada entre 25 e 28 de agosto em Águas de Lindóia (SP).
Caso um medicamento seja desenvolvido a partir dos estudos clínicos, seria um complemento ao uso de metformina, principal droga de combate ao diabetes tipo 2. "Doenças crônicas complexas como hipertensão e diabetes precisam de uma associação de substâncias para serem enfrentadas", diz Mário Saad.
Do laboratório às prateleiras...
Muito antes de chegar às farmácias, a equipe de Mário Saad e Natália Tobar precisa passar por mais etapas.
"É uma pesquisa experimental, testada em animais, uma tese de mestrado que será defendida em setembro, o estudo ainda não está publicado", diz o especialista em clínica médica. "Queremos pacientes obesos e diabéticos com esse remédio na Unicamp e já levamos o estudo para aprovação de um comitê de ética da universidade."
Os testes em humanos, em uma fase chamada prova de conceito, deverão acontecer entre o final de 2010 e o começo do próximo ano, caso receba aval da Faculdade de Ciências Médicas da instituição de ensino estadual em Campinas (SP).
"No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas à parcela pequena da população. A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social"
Mário José Abdalla Saad,
livre-docente
"Serve para reproduzir em humanos o padrão observado em animais", explica Mário. "Vinte pessoas, dez com placebo e dez recebendo a droga, são suficientes para a verificação."
Pode ser um caminho para o Ministério da Saúde financiar estudo posterior, com número maior de pacientes com diabetes tipo 2. "Isso é do interesse do sistema de saúde, são casos de uma droga existente, que pode ser barata para venda no mercado farmacêutico", afirma o especialista.
Aspirina
O efeito da inflamação de vias de insulina no corpo humano começou a ser combatida, há 20 anos, com estudos usando o ácido acetilsalicílico, outro nome para a aspirina.
O medicamento, comum no tratamento de dores de cabeça, também melhora a sensibilidade à insulina, porém somente com altas doses que levam a efeitos colaterais como zumbidos no ouvido e sangramentos gastrointestinais.
"A aspirina foi uma ferramenta usada para provar um conceito: se você bloquear a via inflamatória, bloqueia o diabetes", afirma Mário Saad.
Dieta, exercícios e terapia:
Para o médico, a melhor receita para impedir o desenvolvimento de diabetes tipo 2 continua a ser uma combinação de dieta balanceada e rotina de exercícios. "Nós [médicos] sabemos que é difícil, o remédio serviria para aqueles que não conseguem dar conta de comer bem e se movimentar, para evitar esse risco de diabetes", diz o médico.
Encarada a princípio como um medicamento terapêutico, a diacereína também pode representar uma forma de prevenção à doença. A crescente população com glicemia entre 100 e 125, faixa considerada como propensa ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, seria um dos principais alvos do emprego da droga.
Fonte: Globo.com
Base para descoberta foi efeito da aspirina contra a resistência à insulina.
Um remédio utilizado para o tratamento de doenças reumáticas pode ter efeito benéfico na diminuição da resistência do corpo à insulina, sintoma que pode desencadear diabates tipo 2. O remédio não apresentou efeitos colaterais notavéis durante, pelo menos, um ano.
Conhecido como diacereína, o fármaco é utilizado normalmente no tratamento de doenças reumáticas, porém Natália Tobar, pós-graduanda na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conseguiu empregá-lo em ratos para reduzir a resistência do organismo das cobaias à insulina. A substância é responsável por transferir a glicose para dentro das células.
Inflamação:
A droga, de origem vegetal, tem efeito anti-inflamatório. Dietas ricas em gorduras saturadas como carne de porco e leite acarretam inflamações subclínicas, mecanismos que pioram a absorção de insulina e aceleram a aterosclerose, doença caracterizada por placas chamadas ateromas nos vasos sanguíneos.
"Com a inflamação, o organismo tenta acompanhar a demanda maior por insulina, mas uma hora o pâncreas não aguenta", explica Mário José Abdalla Saad, orientador da tese de mestrado da médica e livre-docente em clínica médica na Unicamp.
Solução:
Disponível desde a década de 1990 no Brasil, a diacereína poderia ser uma opção barata e eficaz para uma pandemia que afeta, pelo menos, 5% da população mundial. "No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas a parcela pequena da população", afirma o médico. " A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social."
O especialista apresentou a pesquisa inicial com a droga, realizada em ratos, na 25ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada entre 25 e 28 de agosto em Águas de Lindóia (SP).
Caso um medicamento seja desenvolvido a partir dos estudos clínicos, seria um complemento ao uso de metformina, principal droga de combate ao diabetes tipo 2. "Doenças crônicas complexas como hipertensão e diabetes precisam de uma associação de substâncias para serem enfrentadas", diz Mário Saad.
Do laboratório às prateleiras...
Muito antes de chegar às farmácias, a equipe de Mário Saad e Natália Tobar precisa passar por mais etapas.
"É uma pesquisa experimental, testada em animais, uma tese de mestrado que será defendida em setembro, o estudo ainda não está publicado", diz o especialista em clínica médica. "Queremos pacientes obesos e diabéticos com esse remédio na Unicamp e já levamos o estudo para aprovação de um comitê de ética da universidade."
Os testes em humanos, em uma fase chamada prova de conceito, deverão acontecer entre o final de 2010 e o começo do próximo ano, caso receba aval da Faculdade de Ciências Médicas da instituição de ensino estadual em Campinas (SP).
"No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas à parcela pequena da população. A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social"
Mário José Abdalla Saad,
livre-docente
"Serve para reproduzir em humanos o padrão observado em animais", explica Mário. "Vinte pessoas, dez com placebo e dez recebendo a droga, são suficientes para a verificação."
Pode ser um caminho para o Ministério da Saúde financiar estudo posterior, com número maior de pacientes com diabetes tipo 2. "Isso é do interesse do sistema de saúde, são casos de uma droga existente, que pode ser barata para venda no mercado farmacêutico", afirma o especialista.
Aspirina
O efeito da inflamação de vias de insulina no corpo humano começou a ser combatida, há 20 anos, com estudos usando o ácido acetilsalicílico, outro nome para a aspirina.
O medicamento, comum no tratamento de dores de cabeça, também melhora a sensibilidade à insulina, porém somente com altas doses que levam a efeitos colaterais como zumbidos no ouvido e sangramentos gastrointestinais.
"A aspirina foi uma ferramenta usada para provar um conceito: se você bloquear a via inflamatória, bloqueia o diabetes", afirma Mário Saad.
Dieta, exercícios e terapia:
Para o médico, a melhor receita para impedir o desenvolvimento de diabetes tipo 2 continua a ser uma combinação de dieta balanceada e rotina de exercícios. "Nós [médicos] sabemos que é difícil, o remédio serviria para aqueles que não conseguem dar conta de comer bem e se movimentar, para evitar esse risco de diabetes", diz o médico.
Encarada a princípio como um medicamento terapêutico, a diacereína também pode representar uma forma de prevenção à doença. A crescente população com glicemia entre 100 e 125, faixa considerada como propensa ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, seria um dos principais alvos do emprego da droga.
Fonte: Globo.com
terça-feira, 24 de agosto de 2010
80% dos casos de câncer de pênis precisam de amputação, diz HC
Hospital de SP atende cerca de 60 pacientes com a doença por ano.
Câncer está ligada a maus hábitos de higiene e atinge 2% da população.
Cerca de 60 homens procuram o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo com câncer de pênis por ano. Desse número, em 80% dos casos há necessidade de amputação do membro, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. As amputações são feitas, normalmente, porque os casos que chegam ao hospital apresentam gravidade, e todos precisam de intervenção cirúrgica.
O câncer de pênis atinge, atualmente, 2% da população masculina do país, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Associada a maus hábitos de higiene, a doença é bastante invasiva e alcança altos índices nas regiões Norte e Nordeste do país, onde chega perto de 10%.
De acordo com a secretaria, os sintomas de câncer de pênis são facilmente percebidos: se parece com uma úlcera e forma diversas feridas no membro. Muitos casos não são diagnosticados com rapidez porque a pessoa não acredita que possa ser um câncer.
A fimose pode ser um fator de risco para a consolidação da doença, pois dificulta a higienização do pênis.
Tratamento:
O tratamento, geralmente, é feito por meio de cirurgia, pois o câncer avança de maneira rápida e causa traumas que somente a intervenção cirúrgica pode reparar a tempo. Se tratado a tempo, o paciente sofre danos menores, que não o impedirão de ter uma vida sexual ativa.
O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita grande parte do sofrimento e sequelas no paciente. A prevenção do câncer é simples. Basta estar atento à higiene diária do membro.
Fonte:Globo.com
Câncer está ligada a maus hábitos de higiene e atinge 2% da população.
Cerca de 60 homens procuram o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo com câncer de pênis por ano. Desse número, em 80% dos casos há necessidade de amputação do membro, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. As amputações são feitas, normalmente, porque os casos que chegam ao hospital apresentam gravidade, e todos precisam de intervenção cirúrgica.
O câncer de pênis atinge, atualmente, 2% da população masculina do país, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Associada a maus hábitos de higiene, a doença é bastante invasiva e alcança altos índices nas regiões Norte e Nordeste do país, onde chega perto de 10%.
De acordo com a secretaria, os sintomas de câncer de pênis são facilmente percebidos: se parece com uma úlcera e forma diversas feridas no membro. Muitos casos não são diagnosticados com rapidez porque a pessoa não acredita que possa ser um câncer.
A fimose pode ser um fator de risco para a consolidação da doença, pois dificulta a higienização do pênis.
Tratamento:
O tratamento, geralmente, é feito por meio de cirurgia, pois o câncer avança de maneira rápida e causa traumas que somente a intervenção cirúrgica pode reparar a tempo. Se tratado a tempo, o paciente sofre danos menores, que não o impedirão de ter uma vida sexual ativa.
O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita grande parte do sofrimento e sequelas no paciente. A prevenção do câncer é simples. Basta estar atento à higiene diária do membro.
Fonte:Globo.com
domingo, 22 de agosto de 2010
Zumbido no ouvido afeta 278 milhões de pessoas, mas tem cura
No Brasil, 'tinnitus' atinge 28 milhões; casos mais graves levam a depressão.
Um dos tratamentos usa sons alternativos para desviar atenção do chiado.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a percepção de um som que não está sendo gerado no ambiente afeta 278 milhões de pessoas. No Brasil, são 28 milhões que convivem com o sintoma. Porém há tratamentos que envolvem até mesmo o emprego de ruídos para "competir" com o chiado característico do zumbido.
“Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme naTV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentaro problema"
José de Lourdes Toledo
Conhecido na comunidade científica internacional como tinnitus, o sintoma no ouvido nem sempre tem origem em ruídos estridentes. Segundo o médico e professor Ricardo Bento, chefe do departamento de otorrinolaringologia da USP, muitas doenças podem causar zumbido e várias causas podem se manifestar em um único indivíduo.
Quando causado por barulho excessivo, o zumbido ocorre em função de uma lesão nas células da cóclea, decorrente de uma pressão forte no tímpano. Sendo um sintoma que varia de intensidade entre os pacientes, o zumbido pode ser permanente ou temporário.
“Tanto é possível que o trauma desapareça depois de alguns dias após a exposição ao ruído, como o paciente pode ter uma lesão crônica que vai durar o resto de sua vida”, explica o professor.
Abelha violenta
Dono de uma empresa de revenda de material elétrico, José de Lourdes Toledo, de 70 anos, convive há 16 meses com zumbido. Nos últimos três, o chiado - "parecido com uma abelha violenta" - cresceu e nem mesmo a consulta a médicos especializados serviu para identificar a causa do problema.
"Sempre usei protetor de ouvido no meu trabalho, uso também ao entrar em lugares muito barulhentos", afirma o comerciante. "Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme na TV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentar o problema."
Toledo afirma que a presença do chiado atrapalha, especialmente em situações de silêncio. "Durante a noite, eu acordo e perco o sono, incomoda tremendamente", diz o morador da cidade de Limeira (SP).
Terapia de habituação
Uma possível solução para o caso de José pode estar na terapia acústica, técnica que consiste no emprego de ruídos alternativos, para estimular o paciente a ignorar o zumbido ou, pelo menos, tomar conhecimento que outros sons estão presentes no ambiente.
O método conhecido como Terapia de Habituação do ouvido (TRT, na sigla em inglês) foi desenvolvido pelo neurocientista polonês Pawel Jastreboff e consiste no uso de sons alternativos para competir com o zumbido. O paciente passa a não focar a atenção no tinnitus, passando a relatar que o chiado "diminui ou desapareceu".
Produtos com emprego de tecnologia de terapia acústica já estão disponíveis no mercado em aparelhos auditivos voltados, inicialmente, para pacientes com perda de audição.
Segundo Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e porta-voz da Audibel, pessoas com problemas no ouvido geralmente não desejam notar que estão usando um produto para corrigir o sintoma.
"Muitas vezes o gerador de som em aparelhos auditivos não precisa nem ser ligado, em casos de pacientes com zumbido e perda auditiva", afirma a fonoaudióloga. "O nível de incômodo da pessoa é equivalente à atenção que ela dá ao zumbido."
Desinformação
Há quem evite se informar ou mesmo tratar o problema. “É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e há casos até de suicídio”, afirma Ricardo Bento. “O importante ao paciente é saber que sempre há algo a ser feito.”
O médico também destaca a diferença entre o sintoma e a perda auditiva. “Uma pequena parcela das pessoas que vivem com zumbido escutam dentro dos padrões de normalidade” explica Ricardo. “O zumbido nunca é causa da perda de audição, pode ser apenas uma consequência, uma tentativa do ouvido de compensar um problema.”
Outra dúvida recorrente é quanto à hereditariedade do sintoma, quando intenso. “Mais de 95% dos casos de perda de audição está associada a problemas do próprio ouvido do paciente”, diz o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
“É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e hácasos até de suicídio"
Ricardo Bento, chefe do departamento“
de otorrinolaringologia da USP
Cuidados
Usar protetor auditivo individual, diminuir o tempo de exposição a ruído intenso ou mesmo se afastar completamente de barulho são algumas das táticas mais recomendadas para tratar o zumbido.
Alterações emocionais como estresse e o abuso no consumo de café, cigarro e álcool também afetam o aparelho auditivo. “Algumas dessas substâncias causam vasoconstrição nas artérias que irrigam o ouvido”, explica Ricardo Bento.
No caso de situações de zumbido extremo, exames metabólicos e de imagens são necessários para esclarecer o procecimento a ser adotado no tratamento do paciente, afirma o especialista.
Fonte:Globo.com
Um dos tratamentos usa sons alternativos para desviar atenção do chiado.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a percepção de um som que não está sendo gerado no ambiente afeta 278 milhões de pessoas. No Brasil, são 28 milhões que convivem com o sintoma. Porém há tratamentos que envolvem até mesmo o emprego de ruídos para "competir" com o chiado característico do zumbido.
“Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme naTV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentaro problema"
José de Lourdes Toledo
Conhecido na comunidade científica internacional como tinnitus, o sintoma no ouvido nem sempre tem origem em ruídos estridentes. Segundo o médico e professor Ricardo Bento, chefe do departamento de otorrinolaringologia da USP, muitas doenças podem causar zumbido e várias causas podem se manifestar em um único indivíduo.
Quando causado por barulho excessivo, o zumbido ocorre em função de uma lesão nas células da cóclea, decorrente de uma pressão forte no tímpano. Sendo um sintoma que varia de intensidade entre os pacientes, o zumbido pode ser permanente ou temporário.
“Tanto é possível que o trauma desapareça depois de alguns dias após a exposição ao ruído, como o paciente pode ter uma lesão crônica que vai durar o resto de sua vida”, explica o professor.
Abelha violenta
Dono de uma empresa de revenda de material elétrico, José de Lourdes Toledo, de 70 anos, convive há 16 meses com zumbido. Nos últimos três, o chiado - "parecido com uma abelha violenta" - cresceu e nem mesmo a consulta a médicos especializados serviu para identificar a causa do problema.
"Sempre usei protetor de ouvido no meu trabalho, uso também ao entrar em lugares muito barulhentos", afirma o comerciante. "Acaba com sua tranquilidade. Quando assisto a um filme na TV, eu preciso deixar o volume bem baixinho para não aumentar o problema."
Toledo afirma que a presença do chiado atrapalha, especialmente em situações de silêncio. "Durante a noite, eu acordo e perco o sono, incomoda tremendamente", diz o morador da cidade de Limeira (SP).
Terapia de habituação
Uma possível solução para o caso de José pode estar na terapia acústica, técnica que consiste no emprego de ruídos alternativos, para estimular o paciente a ignorar o zumbido ou, pelo menos, tomar conhecimento que outros sons estão presentes no ambiente.
O método conhecido como Terapia de Habituação do ouvido (TRT, na sigla em inglês) foi desenvolvido pelo neurocientista polonês Pawel Jastreboff e consiste no uso de sons alternativos para competir com o zumbido. O paciente passa a não focar a atenção no tinnitus, passando a relatar que o chiado "diminui ou desapareceu".
Produtos com emprego de tecnologia de terapia acústica já estão disponíveis no mercado em aparelhos auditivos voltados, inicialmente, para pacientes com perda de audição.
Segundo Sandra Braga, mestre em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e porta-voz da Audibel, pessoas com problemas no ouvido geralmente não desejam notar que estão usando um produto para corrigir o sintoma.
"Muitas vezes o gerador de som em aparelhos auditivos não precisa nem ser ligado, em casos de pacientes com zumbido e perda auditiva", afirma a fonoaudióloga. "O nível de incômodo da pessoa é equivalente à atenção que ela dá ao zumbido."
Desinformação
Há quem evite se informar ou mesmo tratar o problema. “É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e há casos até de suicídio”, afirma Ricardo Bento. “O importante ao paciente é saber que sempre há algo a ser feito.”
O médico também destaca a diferença entre o sintoma e a perda auditiva. “Uma pequena parcela das pessoas que vivem com zumbido escutam dentro dos padrões de normalidade” explica Ricardo. “O zumbido nunca é causa da perda de audição, pode ser apenas uma consequência, uma tentativa do ouvido de compensar um problema.”
Outra dúvida recorrente é quanto à hereditariedade do sintoma, quando intenso. “Mais de 95% dos casos de perda de audição está associada a problemas do próprio ouvido do paciente”, diz o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
“É preciso cuidado, zumbido extremo leva o paciente à depressão, atrapalha a rotina profissional e pessoal e hácasos até de suicídio"
Ricardo Bento, chefe do departamento“
de otorrinolaringologia da USP
Cuidados
Usar protetor auditivo individual, diminuir o tempo de exposição a ruído intenso ou mesmo se afastar completamente de barulho são algumas das táticas mais recomendadas para tratar o zumbido.
Alterações emocionais como estresse e o abuso no consumo de café, cigarro e álcool também afetam o aparelho auditivo. “Algumas dessas substâncias causam vasoconstrição nas artérias que irrigam o ouvido”, explica Ricardo Bento.
No caso de situações de zumbido extremo, exames metabólicos e de imagens são necessários para esclarecer o procecimento a ser adotado no tratamento do paciente, afirma o especialista.
Fonte:Globo.com
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Ministério da Saúde reafirma que sarampo foi eliminado do Brasil
Não há circulação interna do vírus, diz nota oficial.
‘Todos os casos registrados nos últimos dez anos são importados.’
O Ministério da Saúde divulgou nota nesta sexta-feira (20) reafirmando que “continua eliminada do território nacional” e esclarecendo que só Pará e Rio Grande do Sul registraram caso suspeito de sarampo.
A explicação para esses casos, segundo a pasta, é que os pacientes foram infectados fora do país ou contaminados por estrangeiros que vieram ao Brasil, já que não há circulação interna do vírus.
"Todos os casos que têm sido registrados nesses últimos dez anos são importados”, afirma nota oficial.
Ainda segundo o governo, a vacinação contra o sarampo faz parte do calendário de rotina da criança, com cobertura acima de 99%, o que serve como barreira à reintrodução da doença no país.
A doença ainda existe em alguns países da Europa (houve surtos na Inglaterra, França, Itália e Holanda), Ásia e África (como a África do Sul).
Os sintomas são semelhantes aos da dengue e herpes, por exemplo, o que exige confirmação laboratorial.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
‘Todos os casos registrados nos últimos dez anos são importados.’
O Ministério da Saúde divulgou nota nesta sexta-feira (20) reafirmando que “continua eliminada do território nacional” e esclarecendo que só Pará e Rio Grande do Sul registraram caso suspeito de sarampo.
A explicação para esses casos, segundo a pasta, é que os pacientes foram infectados fora do país ou contaminados por estrangeiros que vieram ao Brasil, já que não há circulação interna do vírus.
"Todos os casos que têm sido registrados nesses últimos dez anos são importados”, afirma nota oficial.
Ainda segundo o governo, a vacinação contra o sarampo faz parte do calendário de rotina da criança, com cobertura acima de 99%, o que serve como barreira à reintrodução da doença no país.
A doença ainda existe em alguns países da Europa (houve surtos na Inglaterra, França, Itália e Holanda), Ásia e África (como a África do Sul).
Os sintomas são semelhantes aos da dengue e herpes, por exemplo, o que exige confirmação laboratorial.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
Rio Grande do Sul e Pará registram casos de sarampo
Se confirmados, chega a cinco número de casos importados neste ano.
Brasil interrompeu circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000.
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou, em exames preliminares, casos de sarampo em duas crianças, de 11 e 12 anos. As suspeitas são agora investigadas pelo Ministério da Saúde, segundo nota divulgada na quinta-feira (19). No início de agosto deste ano, três casos importados de sarampo foram confirmados no Pará.
Os exames iniciais que confirmaram o sarampo no Rio Grande do Sul foram realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do estado (Lacen/RS). Para concluir o diagnóstico, o material foi encaminhado para o Laboratório de Referência Nacional para sarampo, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O resultado está previsto para a próxima semana.
Segundo o Ministério da Saúde, os dois irmãos estiveram com a família em Buenos Aires, de 22 a 28 de julho. De acordo com a família, eles não foram vacinados por serem alérgicos a ovo. Os três irmãos que tiveram sarampo no Pará também não haviam sido vacinados contra a doença.
Os dois casos no Sul do país foram notificados ao Ministério em 17 de agosto, e desde então autoridades locais de saúde buscam casos suspeitos de sarampo nos lugares frequentados pelas crianças.
O Brasil interrompeu a circulação do vírus autóctone (com transmissão dentro do país) do sarampo em 2000. Desde então, foram registrados cinco eventos (grupo de casos relacionados) de sarampo no país, todos importados. Os últimos casos da doença foram registrados em 2006, segundo o Ministério.
Doença:
De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
Brasil interrompeu circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000.
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou, em exames preliminares, casos de sarampo em duas crianças, de 11 e 12 anos. As suspeitas são agora investigadas pelo Ministério da Saúde, segundo nota divulgada na quinta-feira (19). No início de agosto deste ano, três casos importados de sarampo foram confirmados no Pará.
Os exames iniciais que confirmaram o sarampo no Rio Grande do Sul foram realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do estado (Lacen/RS). Para concluir o diagnóstico, o material foi encaminhado para o Laboratório de Referência Nacional para sarampo, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O resultado está previsto para a próxima semana.
Segundo o Ministério da Saúde, os dois irmãos estiveram com a família em Buenos Aires, de 22 a 28 de julho. De acordo com a família, eles não foram vacinados por serem alérgicos a ovo. Os três irmãos que tiveram sarampo no Pará também não haviam sido vacinados contra a doença.
Os dois casos no Sul do país foram notificados ao Ministério em 17 de agosto, e desde então autoridades locais de saúde buscam casos suspeitos de sarampo nos lugares frequentados pelas crianças.
O Brasil interrompeu a circulação do vírus autóctone (com transmissão dentro do país) do sarampo em 2000. Desde então, foram registrados cinco eventos (grupo de casos relacionados) de sarampo no país, todos importados. Os últimos casos da doença foram registrados em 2006, segundo o Ministério.
Doença:
De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vírus, de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. No início da doença o paciente apresenta febre, tosse, catarro e conjuntivite. Depois, esses sintomas são acentuados, com o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
Fonte: Globo.com
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Número de casos de dengue tipo 4 pode subir para 12 em Roraima
Nota técnica da SVS relata 3 confirmações e 9 suspeitas no estado.
Primeira parte de verificação atesta autoctonia dos casos da capital.
A Secretária de Vigilância em Saúde (SVS), ligada ao Ministério da Saúde, divulgou nota técnica sobre os casos de dengue tipo 4 em Roraima nesta quarta-feira (18), relatando a possibilidade de confirmação de outros nove registros da doença no estado.
Os casos confirmados até o momento são todos de Boa Vista, capital roraimense. Foram identificados nos bairros de Buritis, Cidade Satélite e Santa Tereza. Foram 19 amostras avaliadas à época pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém do Pará, órgão autorizado pelo Ministério para contraprovas. Do montante, uma amostra, referente ao bairro de Pricumã, ainda aguarda comprovação.
Outras 30 amostras foram enviadas no dia 11 de agosto como resultado da busca por casos febris feita por serviços de saúde em Roraima. A partir da nova leva, foram identificados outros 8 casos suspeitos.
Sete dos novos registros suspeitos foram identificados na capital. As cidades de Cantá e Normandia também tiveram casos suspeitos, um caso em cada uma.
Quanto à confirmação dos nove registros, a SVS afirma que é preciso realizar a verificação por meio de dois exames por parte do IEC: pesquisa do genoma do vírus VDEN-4 pela técnica RT-PCR e isolamento em células C3/36.
Entre as nove suspeitas, sete já foram confirmadas pela técnica RT-PCR quanto à autoctonia, todas na capital. Signfica que os casos foram identificados em pessoas da cidade e não provém de contaminações em outros lugares do Brasil ou de países vizinhos.
O próximo passo é aguardar os resultados do isolamento do vírus em células clonadas do mosquito Aedes albopictus conhecidas como C3/36, pois a prática representa o padrão ouro exigido pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para confirmação definitiva dos casos de dengue 4.
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.
Situação epidemiológica em Roraima:
O estado já apresentou até a semana 31 de 2010 (1 a 7 de agosto) 8.342 casos de dengue clássica, aumento de 44,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 4.631 registros da doença.
O Ministério da Saúde ainda informa sobre 61 casos de febre hemorrágica (FHD) e 160 situações de dengue com complicações (DCC) em 2010. Somente em Boa Vista, foram 5.171 casos de dengue, o equivalente a 62% do total registrado em Roraima.
Para combater a doença, foram realizadas campanhas de combate ao vetor na capital, com a eliminação de 18.305 criadouros, instalação de ovitrampas e visitas a pontos estratégicos imóveis, onde são encontrados com frequência reservatórios propícios para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Fonte: Globo.com
Primeira parte de verificação atesta autoctonia dos casos da capital.
A Secretária de Vigilância em Saúde (SVS), ligada ao Ministério da Saúde, divulgou nota técnica sobre os casos de dengue tipo 4 em Roraima nesta quarta-feira (18), relatando a possibilidade de confirmação de outros nove registros da doença no estado.
Os casos confirmados até o momento são todos de Boa Vista, capital roraimense. Foram identificados nos bairros de Buritis, Cidade Satélite e Santa Tereza. Foram 19 amostras avaliadas à época pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém do Pará, órgão autorizado pelo Ministério para contraprovas. Do montante, uma amostra, referente ao bairro de Pricumã, ainda aguarda comprovação.
Outras 30 amostras foram enviadas no dia 11 de agosto como resultado da busca por casos febris feita por serviços de saúde em Roraima. A partir da nova leva, foram identificados outros 8 casos suspeitos.
Sete dos novos registros suspeitos foram identificados na capital. As cidades de Cantá e Normandia também tiveram casos suspeitos, um caso em cada uma.
Quanto à confirmação dos nove registros, a SVS afirma que é preciso realizar a verificação por meio de dois exames por parte do IEC: pesquisa do genoma do vírus VDEN-4 pela técnica RT-PCR e isolamento em células C3/36.
Entre as nove suspeitas, sete já foram confirmadas pela técnica RT-PCR quanto à autoctonia, todas na capital. Signfica que os casos foram identificados em pessoas da cidade e não provém de contaminações em outros lugares do Brasil ou de países vizinhos.
O próximo passo é aguardar os resultados do isolamento do vírus em células clonadas do mosquito Aedes albopictus conhecidas como C3/36, pois a prática representa o padrão ouro exigido pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para confirmação definitiva dos casos de dengue 4.
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.
Situação epidemiológica em Roraima:
O estado já apresentou até a semana 31 de 2010 (1 a 7 de agosto) 8.342 casos de dengue clássica, aumento de 44,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 4.631 registros da doença.
O Ministério da Saúde ainda informa sobre 61 casos de febre hemorrágica (FHD) e 160 situações de dengue com complicações (DCC) em 2010. Somente em Boa Vista, foram 5.171 casos de dengue, o equivalente a 62% do total registrado em Roraima.
Para combater a doença, foram realizadas campanhas de combate ao vetor na capital, com a eliminação de 18.305 criadouros, instalação de ovitrampas e visitas a pontos estratégicos imóveis, onde são encontrados com frequência reservatórios propícios para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Fonte: Globo.com
Ingerir bebidas alcoólicas durante a gestação pode prejudicar a fertilidade dos filhos homens
A pesquisa foi apresentada durante a Reunião Anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia
Mas, as futuras mamães de meninos têm um motivo a mais para se preocupar com a ingestão de bebidas alcoólicas. Médicos dinamarqueses descobriram que gestantes que bebem média de quatro drinques ou mais, por semana, afetam diretamente na quantidade de esperma produzida por seus filhos posteriormente.
Segundo os pesquisadores, quando esses meninos completam vinte anos, a concentração do esperma é um terço menor em comparação às amostras seminais de homens que não foram expostos ao álcool, enquanto estavam no útero materno.
A quantidade da bebida que pode interferir na fertilidade masculina foi determinada pelos estudiosos, liderados por Cecilia Ramlau-Hansen, integrante do Departamento de Medicina Ocupacional do Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca: 12 gramas de álcool, o equivalente a um 330 ml de cerveja, um pequeno (120 ml) copo de vinho ou um copo de aguardente (40 ml).
Os pesquisadores analisaram, de 1884 a 1987, dados de 347 filhos de 11.980 mulheres com gestações únicas. As mães responderam a um questionário sobre o consumo de álcool, estilo de vida e saúde na 36ª semana de gravidez. Os filhos destas foram acompanhados, entre 2005 e 2006, quando atingiram idades entre 18 e 21 anos, fase em que foi realizada a coleta de amostras de sêmen e sangue.
Para fazer a pesquisa, os estudiosos dividiram os filhos em quatro grupos. O primeiro com meninos cujas mães beberam menos de um drinque por semana, esse serviu de referência em relação aos outros três, que foram divididos entre um drinque e meio e mais de quatro drinques por semana. Esses grupos apresentaram, em média, concentração de 25 milhões por mililitro, enquanto os filhos que foram menos expostos ao álcool apresentaram concentrações de espermatozóides de 40 milhões / ml.
A Organização Mundial de Saúde define como “nível normal" de concentração espermática 20 milhões / ml ou mais. De acordo com Cecilia Ramlau-Hansen, a baixa concentração de espermatozóides nos homens mais expostos ao álcool está bastante próxima do limite mínimo que a OMS define para a fertilidade masculina. “A probabilidade de concepção aumenta com a concentração espermática. Portanto, é possível que homens mais expostos ao álcool poderiam ser menos férteis do que os menos expostos.".
A pesquisadora afirma ainda que como o estudo foi observacional, não podemos dizer com certeza que o álcool é o responsável pelo menor concentração de espermatozóides. “É muito provável que a ingestão de álcool durante a gravidez tenha efeitos nocivos sobre a formação dos tecidos fetais produtores de esperma, o que provocaria a baixa qualidade do sêmen na vida adulta. Ainda assim, o estudo é pioneiro, mas outras pesquisas neste campo precisam validar o nexo de causalidade que encontramos para serem criados limites para a ingestão de álcool durante a gestação”, afirma.
O ginecologista e diretor da Clínica Gera, Joji Ueno“Agora conclui que com o estudo dinamarquês, acrescentamos outra razão para insistir na proibição de álcool durante a gestação pelas mulheres. “Se a pesquisa dinamarquesa revelou que o consumo de álcool materno é uma das causas da baixa concentração de sêmen na descendência masculina, podemos estar mais perto de uma explicação para um fenômeno atual: o porquê a qualidade do sêmen pode ter diminuído, nas últimas décadas, em alguns grupos populacionais.”
Fonte: Uol.com.br
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Cerveja aumenta risco de doença de pele em mulheres, diz estudo
Segundo pesquisa, consumo de cinco cervejas por semana dobra risco de psoríase em mulheres.
Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.
"Vinho ou bebidas destiladas
não apresentaram aumento
do risco"
O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.
A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.
A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.
Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.
Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.
Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.
"A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.
Glúten:
O estudo, publicado na revista especializada "Archives of Dermatology", sugere que a causa do aumento no risco de psoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.
Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten.
Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.
"As mulheres com alto risco de desenvolver psoríase devem considerar evitar tomar muita cerveja", concluem os autores.
Fonte: BBC Brasil
Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.
"Vinho ou bebidas destiladas
não apresentaram aumento
do risco"
O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.
A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.
A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.
Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.
Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.
Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.
"A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.
Glúten:
O estudo, publicado na revista especializada "Archives of Dermatology", sugere que a causa do aumento no risco de psoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.
Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten.
Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.
"As mulheres com alto risco de desenvolver psoríase devem considerar evitar tomar muita cerveja", concluem os autores.
Fonte: BBC Brasil
Chocolate pode reduzir risco de insuficiência cardíaca, diz estudo
Pesquisa foi feita com quase 32 mil mulheres suecas, durante nove anos.
Alimento deve ter alto teor de cacau e ser consumido moderadamente.
Um estudo conduzido com quase 32 mil mulheres suecas de meia-idade e idosas aponta que o consumo moderado de chocolate reduz o risco de insuficiência cardíaca, conforme divulgado em revista da Sociedade Americana do Coração nesta terça-feira (17).
Mulheres que consumiram uma ou duas porções de chocolate de boa qualidade por semana tiveram um risco 32% menor de insuficiência cardíaca. Se a ingestão aconteceu até três vezes durante um mês, a chance caiu 26%. Para as pessoas que comeram chocolate todos os dias, a pesquisa não apresentou benefícios relacionados ao consumo contra a doença.
Participaram da pesquisa mulheres entre 48 e 83 anos. Até 61 anos, as porções consideradas eram de 30 gramas. Para o restante mais idoso, os pedaços de chocolate tinham 19 gramas. As mulheres responderam a questionários para informar sobre a frequência e o tipo de chocolate que comiam.
Os resultados foram combinados com dados do serviço sueco de hospitalizações e registros de óbitos entre 1998 e 2006, com a adoção de análises estatísticas para chegar a conclusões sobre a relação entre chocolate e insuficiência cardíaca.
Uma possível explicação pode estar nos flavonoides, compostos presentes em chocolates, ligados à diminuição da pressão sanguínea segundo boa parte da comunidade científica.
Segundo a coordenadora do estudo, a médica Murray Mittleman, a ausência de efeito protetor entre mulheres que consumiram chocolate todos os dias provavelmente se justifica pelo acúmulo de gorduras.
"Se você precisa experimentar chocolate, opte pelo amargo e sempre com moderação", diz Mittleman. "Não é possível ignorar que o chocolate é um alimento relativamente calórico e comer grandes quantidades pode levar ao aumento de peso."
A especialista ainda afirma que diferenças nas taxas de cacau dos chocolates consumidos pelas participantes da pesquisa alteram os resultados. No caso sueco, 90% das mulheres afirmaram ter ingerido chocolate ao leite, que contém 30% de sólidos de cacau. Esse valor já seria suficiente para classificar o mesmo produto nos Estados Unidos como chocolate amargo.
Fonte: Globo.com
Alimento deve ter alto teor de cacau e ser consumido moderadamente.
Um estudo conduzido com quase 32 mil mulheres suecas de meia-idade e idosas aponta que o consumo moderado de chocolate reduz o risco de insuficiência cardíaca, conforme divulgado em revista da Sociedade Americana do Coração nesta terça-feira (17).
Mulheres que consumiram uma ou duas porções de chocolate de boa qualidade por semana tiveram um risco 32% menor de insuficiência cardíaca. Se a ingestão aconteceu até três vezes durante um mês, a chance caiu 26%. Para as pessoas que comeram chocolate todos os dias, a pesquisa não apresentou benefícios relacionados ao consumo contra a doença.
Participaram da pesquisa mulheres entre 48 e 83 anos. Até 61 anos, as porções consideradas eram de 30 gramas. Para o restante mais idoso, os pedaços de chocolate tinham 19 gramas. As mulheres responderam a questionários para informar sobre a frequência e o tipo de chocolate que comiam.
Os resultados foram combinados com dados do serviço sueco de hospitalizações e registros de óbitos entre 1998 e 2006, com a adoção de análises estatísticas para chegar a conclusões sobre a relação entre chocolate e insuficiência cardíaca.
Uma possível explicação pode estar nos flavonoides, compostos presentes em chocolates, ligados à diminuição da pressão sanguínea segundo boa parte da comunidade científica.
Segundo a coordenadora do estudo, a médica Murray Mittleman, a ausência de efeito protetor entre mulheres que consumiram chocolate todos os dias provavelmente se justifica pelo acúmulo de gorduras.
"Se você precisa experimentar chocolate, opte pelo amargo e sempre com moderação", diz Mittleman. "Não é possível ignorar que o chocolate é um alimento relativamente calórico e comer grandes quantidades pode levar ao aumento de peso."
A especialista ainda afirma que diferenças nas taxas de cacau dos chocolates consumidos pelas participantes da pesquisa alteram os resultados. No caso sueco, 90% das mulheres afirmaram ter ingerido chocolate ao leite, que contém 30% de sólidos de cacau. Esse valor já seria suficiente para classificar o mesmo produto nos Estados Unidos como chocolate amargo.
Fonte: Globo.com
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
HGVC realiza cadastro de doadores de medula óssea
Teve início recentemente, na Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue/UCT do Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), o cadastramento de candidatos à doação de medula óssea.
Qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos, com boa saúde (que não sofra de doença infecciosa, incapacitante ou histórico de câncer na família), pode candidatar-se à doação de medula óssea. A chance de compatibilidade é de 30% para irmãos de mesma filiação e de 1 para cada 100.000, chegando a 1 para cada 1.000.000 de pessoas.
Para se cadastrar, o candidato a doador deverá comparecer à UCT com documento oficial com foto (original) e em perfeito estado (Identidade, Carteira de Motorista, Carteira de Reservista ou Passaporte), endereço completo, telefones para contato de duas pessoas para referência. Neste ato, ele preencherá uma ficha de identificação e permissão de inclusão de seus dados no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) e terá coletada uma amostra de 5 ml de sangue, para realização de teste de histocompatibilidade (HLA), teste de laboratório para identificar as características genéticas do doador.
As informações genéticas dos doadores e dos pacientes serão cruzadas. Caso o doador seja localizado como compatível com algum paciente cadastrado no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea/REREME, ele será chamado para fazer novos exames. Caso a compatibilidade seja confirmada, o doador será consultado para confirmar que deseja fazer a doação de medula óssea.
Medula óssea
A medula óssea é um tecido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecido popularmente como “tutano”. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. O transplante de medula óssea é recomendado a pacientes com doenças que afetam as células do sangue, como leucemias, anemia aplástica e linfomas.
O transplante é a substituição da medula óssea doente por uma saudável. Com isso, o organismo do paciente transplantado passa a produzir novas células da medula óssea e do sangue.
A doação é um ato de solidariedade e pode ajudar pacientes que têm o transplante como única chance de cura. É mais fácil encontrar um doador compatível na população do paciente. Por isso, quanto maior o número de pessoas da região cadastradas, maiores as chances dos pacientes.
O cadastro é realizado de 2ª a 6ª feira, das 9 às 15 horas, na UCT localizada na avenida Filipinas, s/n, Jardim Guanabara, Hospital Geral de Vitória da Conquista.
Fonte: Ascom do HGVC
Adversidades e estresse na infância levam a problemas de saúde no futuro, dizem estudos
Segundo pesquisas, estresse provocado por pobreza ou abusos pode levar a doenças cardíacas e envelhecimento celular precoce.
Adversidades e estresse no início da vida podem levar a problemas de saúde no futuro e até mesmo à morte prematura, segundo uma série de estudos apresentados em um encontro da Associação Americana de Psicologia, na Califórnia.
Os estudos sugerem que o estresse na infância provocado pela pobreza ou por abusos pode levar a doenças cardíacas, inflamação e acelerar o envelhecimento celular.
Segundo os responsáveis pelas pesquisas, as experiências no início da vida podem deixar "marcas duradouras" sobre a saúde no longo prazo.
Em um dos estudos, pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, analisaram a relação entre viver em pobreza e os sinais iniciais de doenças cardíacas em 200 adolescentes saudáveis.
Eles verificaram que aqueles que vinham de famílias mais pobres tinham artérias mais endurecidas e uma pressão sanguínea mais elevada.
Situações ameaçadoras:
Uma segunda pesquisa do mesmo grupo mostrou que as crianças dos lares mais pobres eram mais propensas a interpretar uma série de situações sociais simuladas como ameaçadoras.
Elas também tinham pressão e batimentos cardíacos mais altos e apresentaram sinais mais fortes de hostilidade e raiva em três testes de laboratório.
Os resultados apoiam outras pesquisas que mostram uma ligação entre uma infância com alto nível de estresse e futuras doenças cardiovasculares, segundo a coordenadora dos estudos, Karen Matthews.
Segundo ela, ambientes imprevisíveis e com estresse levam as crianças a ficarem "hipervigilantes" em relação a percepções de ameaças.
"Interações com outros se tornam então uma fonte de estresse, que pode elevar o nível de estimulação, a pressão sanguínea e os níveis de inflamação e esgotar as reservas do corpo. Isso estabelece o risco para doenças cardiovasculares", disse.
Expectativa de vida:
Outro estudo apresentado na conferência mostrou que eventos na infância como a morte de um dos pais ou abusos podem tornar as pessoas mais vulneráveis aos efeitos do estresse na vida posterior e até mesmo reduzir a expectativa de vida.
Pesquisadores da Universidade de Ohio State analisaram um grupo de adultos mais velhos, alguns dos quais cuidavam de pessoas com demência.
Eles avaliaram diversos indicadores de inflamação no sangue que podem ser sinais de estresse, assim como o comprimento dos telômeros - fitas de DNA que se encurtam a cada vez que as células se dividem e que podem ter relação com doenças relacionadas à idade.
Os 132 participantes também responderam a um questionário sobre depressão e sobre abusos ou negligências sofridos na infância.
O estudo relacionou abusos físicos, emocionais ou sexuais durante a infância com telômeros mais curtos e níveis mais altos de inflamação mesmo após serem descartados outros fatores como idade, sexo, índice de massa corporal, exercícios, sono e se a pessoa era responsável por cuidar de alguém.
"Nossa pesquisa mostra que as adversidades na infância deixam uma sombra longa sobre a saúde da pessoa e podem levar a inflamações e envelhecimento celular muito antes do que em aqueles que não passaram por isso", disse a coordenadora do estudo, Janice Kiecolt-Glaser.
"Aqueles que sofrem diversas adversidades podem encurtar sua expectativa de vida entre 7 e 15 anos", afirmou.
Fonte:BBC Brasil
Adversidades e estresse no início da vida podem levar a problemas de saúde no futuro e até mesmo à morte prematura, segundo uma série de estudos apresentados em um encontro da Associação Americana de Psicologia, na Califórnia.
Os estudos sugerem que o estresse na infância provocado pela pobreza ou por abusos pode levar a doenças cardíacas, inflamação e acelerar o envelhecimento celular.
Segundo os responsáveis pelas pesquisas, as experiências no início da vida podem deixar "marcas duradouras" sobre a saúde no longo prazo.
Em um dos estudos, pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, analisaram a relação entre viver em pobreza e os sinais iniciais de doenças cardíacas em 200 adolescentes saudáveis.
Eles verificaram que aqueles que vinham de famílias mais pobres tinham artérias mais endurecidas e uma pressão sanguínea mais elevada.
Situações ameaçadoras:
Uma segunda pesquisa do mesmo grupo mostrou que as crianças dos lares mais pobres eram mais propensas a interpretar uma série de situações sociais simuladas como ameaçadoras.
Elas também tinham pressão e batimentos cardíacos mais altos e apresentaram sinais mais fortes de hostilidade e raiva em três testes de laboratório.
Os resultados apoiam outras pesquisas que mostram uma ligação entre uma infância com alto nível de estresse e futuras doenças cardiovasculares, segundo a coordenadora dos estudos, Karen Matthews.
Segundo ela, ambientes imprevisíveis e com estresse levam as crianças a ficarem "hipervigilantes" em relação a percepções de ameaças.
"Interações com outros se tornam então uma fonte de estresse, que pode elevar o nível de estimulação, a pressão sanguínea e os níveis de inflamação e esgotar as reservas do corpo. Isso estabelece o risco para doenças cardiovasculares", disse.
Expectativa de vida:
Outro estudo apresentado na conferência mostrou que eventos na infância como a morte de um dos pais ou abusos podem tornar as pessoas mais vulneráveis aos efeitos do estresse na vida posterior e até mesmo reduzir a expectativa de vida.
Pesquisadores da Universidade de Ohio State analisaram um grupo de adultos mais velhos, alguns dos quais cuidavam de pessoas com demência.
Eles avaliaram diversos indicadores de inflamação no sangue que podem ser sinais de estresse, assim como o comprimento dos telômeros - fitas de DNA que se encurtam a cada vez que as células se dividem e que podem ter relação com doenças relacionadas à idade.
Os 132 participantes também responderam a um questionário sobre depressão e sobre abusos ou negligências sofridos na infância.
O estudo relacionou abusos físicos, emocionais ou sexuais durante a infância com telômeros mais curtos e níveis mais altos de inflamação mesmo após serem descartados outros fatores como idade, sexo, índice de massa corporal, exercícios, sono e se a pessoa era responsável por cuidar de alguém.
"Nossa pesquisa mostra que as adversidades na infância deixam uma sombra longa sobre a saúde da pessoa e podem levar a inflamações e envelhecimento celular muito antes do que em aqueles que não passaram por isso", disse a coordenadora do estudo, Janice Kiecolt-Glaser.
"Aqueles que sofrem diversas adversidades podem encurtar sua expectativa de vida entre 7 e 15 anos", afirmou.
Fonte:BBC Brasil
domingo, 15 de agosto de 2010
Cirurgias eletivas aumentam e prevenção é fortalecida
Ministério da Saúde rebate declarações incorretas feitas por presidenciável sobre políticas de saúde da atual gestão
Em relação a declarações feitas pelo presidenciável José Serra, na noite desta quarta-feira (11), a respeito da realização de cirurgias eletivas, mutirões, prevenção de doenças e saúde da mulher na atual gestão, o Ministério da Saúde esclarece:
1) Não é verdade que houve redução no número de cirurgias eletivas. Os mutirões foram incluídos na Política Nacional de Cirurgias Eletivas, criada em 2004. Essa política incorporou aos quatro procedimentos que eram realizados até então (catarata, próstata, varizes e retinopatia diabética) outros 86 procedimentos, totalizando 90 tipos de cirurgias eletivas.
2) Com a ampliação, o número de cirurgias eletivas realizadas, considerando esses 90 tipos de procedimentos, passou de 1,5 milhão, em 2002, para 2 milhões, em 2009.
3) Em 2009, a quantidade de cirurgias de catarata, por exemplo, foi maior que em 2002, tido como o ano auge dos mutirões. Naquele ano, foram 309.981. Em 2009, o SUS realizou 319.796 cirurgias. E, no decorrer de sete anos (de 2003 até 2009), a quantidade de cirurgias de catarata chegou a 1,9 milhão de procedimentos;
4) Também é incorreto dizer que a prevenção de doenças “ficou para trás”, como afirmou o candidato. Houve avanços inegáveis nesta área, como alguns exemplos a seguir: o Brasil interrompeu a transmissão do cólera (2005) e da rubéola (2009); a transmissão vetorial de Chagas, em 2006; e eliminou o sarampo, em 2007. Estamos próximos da eliminação do tétano e foram reduzidos as mortes em outras 11 doenças transmissíveis, como tuberculose, hanseníase, malária e Aids. O país realizou as duas maiores campanhas de vacinação do país e do mundo: a de rubéola, em 2008, e a contra a gripe H1N1, neste ano;
5) Ainda, em programas estruturantes de prevenção, a cobertura populacional do Saúde da Família cresceu 61% em todo o país – o número de equipes saltou de 19.068 (em 2003) para 30.782 (até março deste ano). Entre suas principais tarefas estão a promoção da saúde e prevenção de doenças. As equipes podem resolver até 80% dos agravos de saúde da população;
6) Em relação à saúde da mulher, para a qual o candidato afirma que há problemas, o Ministério da Saúde informa que a gravidez na adolescência caiu 20% entre 2003 e 2009, e o investimento no planejamento familiar aumentou 605%, totalizando R$ 72,2 milhões, em 2009, para a compra de pílulas e outros contraceptivos. Houve um aumento de 125% nas consultas pré-natal (total de 19,4 milhões em 2009). Na prevenção, o suplemento de saúde da PNAD 2008, feita pelo IBGE, apontou que a proporção de mulheres de 50 a 69 anos que se submetem a mamografia passou de 54,8% em 2003 para 71,5%, em 2008.
Em relação a declarações feitas pelo presidenciável José Serra, na noite desta quarta-feira (11), a respeito da realização de cirurgias eletivas, mutirões, prevenção de doenças e saúde da mulher na atual gestão, o Ministério da Saúde esclarece:
1) Não é verdade que houve redução no número de cirurgias eletivas. Os mutirões foram incluídos na Política Nacional de Cirurgias Eletivas, criada em 2004. Essa política incorporou aos quatro procedimentos que eram realizados até então (catarata, próstata, varizes e retinopatia diabética) outros 86 procedimentos, totalizando 90 tipos de cirurgias eletivas.
2) Com a ampliação, o número de cirurgias eletivas realizadas, considerando esses 90 tipos de procedimentos, passou de 1,5 milhão, em 2002, para 2 milhões, em 2009.
3) Em 2009, a quantidade de cirurgias de catarata, por exemplo, foi maior que em 2002, tido como o ano auge dos mutirões. Naquele ano, foram 309.981. Em 2009, o SUS realizou 319.796 cirurgias. E, no decorrer de sete anos (de 2003 até 2009), a quantidade de cirurgias de catarata chegou a 1,9 milhão de procedimentos;
4) Também é incorreto dizer que a prevenção de doenças “ficou para trás”, como afirmou o candidato. Houve avanços inegáveis nesta área, como alguns exemplos a seguir: o Brasil interrompeu a transmissão do cólera (2005) e da rubéola (2009); a transmissão vetorial de Chagas, em 2006; e eliminou o sarampo, em 2007. Estamos próximos da eliminação do tétano e foram reduzidos as mortes em outras 11 doenças transmissíveis, como tuberculose, hanseníase, malária e Aids. O país realizou as duas maiores campanhas de vacinação do país e do mundo: a de rubéola, em 2008, e a contra a gripe H1N1, neste ano;
5) Ainda, em programas estruturantes de prevenção, a cobertura populacional do Saúde da Família cresceu 61% em todo o país – o número de equipes saltou de 19.068 (em 2003) para 30.782 (até março deste ano). Entre suas principais tarefas estão a promoção da saúde e prevenção de doenças. As equipes podem resolver até 80% dos agravos de saúde da população;
6) Em relação à saúde da mulher, para a qual o candidato afirma que há problemas, o Ministério da Saúde informa que a gravidez na adolescência caiu 20% entre 2003 e 2009, e o investimento no planejamento familiar aumentou 605%, totalizando R$ 72,2 milhões, em 2009, para a compra de pílulas e outros contraceptivos. Houve um aumento de 125% nas consultas pré-natal (total de 19,4 milhões em 2009). Na prevenção, o suplemento de saúde da PNAD 2008, feita pelo IBGE, apontou que a proporção de mulheres de 50 a 69 anos que se submetem a mamografia passou de 54,8% em 2003 para 71,5%, em 2008.
sábado, 14 de agosto de 2010
Médicos sugerem que lanchonetes distribuam remédio anticolesterol
Segundo um grupo do Imperial College London, medida reduziria mortalidade por problemas cardíacos.
Um grupo de pesquisadores britânicos está sugerindo que lanchonetes de fast-food distribuam medicamentos anticolesterol para combater os efeitos de comidas gordurosas na saúde.
Segundo os cientistas da faculdade Imperial College London, uma pílula da substância estatina por dia eliminaria o dano provocado pelo consumo de um hambúrguer e um milk-shake.
Na Grã-Bretanha, o custo seria inferior a 5 centavos de libra, o mesmo valor cobrado em algumas lanchonetes por um sachê de ketchup.
Em artigo na revista científica American Journal of Cardiology, o cardiologista Darrel Francis escreve que para se reduzir os efeitos de comidas gordurosas, é preciso tratar as pessoas da mesma forma que se faz com fumantes - incentivando o uso de pastilhas de nicotina - ou motoristas - incentivados a usar cintos de segurança.
Dieta:
Os cientistas usaram informações de um estudo com 43 mil pessoas para calcular se as estatinas poderiam anular o efeito de uma alimentação pouco saudável.
Para os pesquisadores, não há substitutos para uma alimentação balanceada, mas a substância também não faria nenhum mal e colaboraria para combater ao menos o colesterol alto.
Pessoas que comem hambúrgueres poucas vezes ao ano teriam pouco impacto em sua saúde com uma dose isolada de estatina, mas consumidores mais frequentes se beneficiariam com a medida.
A estatina já é usada por milhões de pacientes para reduzir o risco de ataque cardíaco ou derrames. Os medicamentos são considerados relativamente seguros, apesar de alguns especialistas terem sugerido que há efeitos colaterais.
"Até mesmo a prática parcial de uma terapia com estatina pode reduzir a mortalidade, sugerindo que estatinas não precisam ser usadas diariamente para ter algum efeito", afirma Francis.
No entanto, para outra instituição britânica, a sugestão do Imperial College of London não deve ser adotada literalmente.
O professor Peter Weissberg, da Fundação Britânica do Coração, afirma que os efeitos de uma dieta com muita gordura são muito piores do que apenas o colesterol.
"Estatinas são medicamentos vitais para pessoas com alto risco de desenvolver uma doença cardíaca. Mas não são mágicas", disse Weissberg.
Fonte: BBC Brasil
Um grupo de pesquisadores britânicos está sugerindo que lanchonetes de fast-food distribuam medicamentos anticolesterol para combater os efeitos de comidas gordurosas na saúde.
Segundo os cientistas da faculdade Imperial College London, uma pílula da substância estatina por dia eliminaria o dano provocado pelo consumo de um hambúrguer e um milk-shake.
Na Grã-Bretanha, o custo seria inferior a 5 centavos de libra, o mesmo valor cobrado em algumas lanchonetes por um sachê de ketchup.
Em artigo na revista científica American Journal of Cardiology, o cardiologista Darrel Francis escreve que para se reduzir os efeitos de comidas gordurosas, é preciso tratar as pessoas da mesma forma que se faz com fumantes - incentivando o uso de pastilhas de nicotina - ou motoristas - incentivados a usar cintos de segurança.
Dieta:
Os cientistas usaram informações de um estudo com 43 mil pessoas para calcular se as estatinas poderiam anular o efeito de uma alimentação pouco saudável.
Para os pesquisadores, não há substitutos para uma alimentação balanceada, mas a substância também não faria nenhum mal e colaboraria para combater ao menos o colesterol alto.
Pessoas que comem hambúrgueres poucas vezes ao ano teriam pouco impacto em sua saúde com uma dose isolada de estatina, mas consumidores mais frequentes se beneficiariam com a medida.
A estatina já é usada por milhões de pacientes para reduzir o risco de ataque cardíaco ou derrames. Os medicamentos são considerados relativamente seguros, apesar de alguns especialistas terem sugerido que há efeitos colaterais.
"Até mesmo a prática parcial de uma terapia com estatina pode reduzir a mortalidade, sugerindo que estatinas não precisam ser usadas diariamente para ter algum efeito", afirma Francis.
No entanto, para outra instituição britânica, a sugestão do Imperial College of London não deve ser adotada literalmente.
O professor Peter Weissberg, da Fundação Britânica do Coração, afirma que os efeitos de uma dieta com muita gordura são muito piores do que apenas o colesterol.
"Estatinas são medicamentos vitais para pessoas com alto risco de desenvolver uma doença cardíaca. Mas não são mágicas", disse Weissberg.
Fonte: BBC Brasil
Vulnerabilidade do Brasil é grande, diz especialista sobre dengue
Para diretor de centro de referência, casos de Roraima preocupam.
Instituto Evandro Chagas confirmou três casos do vírus tipo 4 no País
A confirmação de três casos de dengue tipo 4 no Brasil trouxe à tona a preocupação de autoridades do Ministério da Saúde e de especialistas sobre a doença no país. Detectadas em quatro bairros diferentes de Boa Vista e diagnosticadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) de Roraima, amostras de soro foram levadas ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, para contraprova.
Uma quarta análise, coletada de um morador do bairro de Pricumã, ainda aguarda o resultado, a ser divulgado na semana que vem. Entre as outras amostras, cinco são de dengue tipo 1 e uma do vírus 2. Os demais soros não atestaram a presença de doença, mas os procedimentos de cultura de coleta ainda não terminaram no IEC.
Identificado no Brasil pela primeira vez em 1981, o vírus não difere dos demais tipos causadores de dengue quanto aos sintomas que produz no corpo. O perigo trazido pelos casos de Roraima está no fato da população brasileira simplesmente não ser imunizada contra a dengue tipo 4. Ao surgir novamente em pessoas que já tiveram a doença causada pelos tipos 1, 2 ou 3, casos hemorrágicos podem surgir, podendo levar os pacientes à morte.
Preocupação
Para Luiz José de Souza, diretor do Centro de Referência da Dengue de Campos de Goytacazes (RJ), a situação da dengue no Brasil é preocupante. "Independente do quadro, a situação já é muito complicada, acredito que esse verão já deva contar com alguma epidemia aqui no sudeste", afirma o médico.
Para o especialista, mudanças de temperatura, chuvas frequentes e alagamentos são fortes indícios para novos surtos de dengue mesmo em cidades grandes como a capital paulista. "Pelo nosso conhecimento epidemiológico, acredito que São Paulo está prestes a receber uma epidemia de dengue", alerta o especialista. "Acredito que neste verão já sejam registrados casos."
Sobre o vírus VDEN-4, Luiz afirma que o caso ainda está isolado em Roraima, mas requer cuidado especiais já que a vulnerabilidade do país é grande. "No passado, a circulação de pessoas era muito menor e mesmo assim estados como o Rio de Janeiro tiveram surtos de dengue", explica o diretor do CRD. "No caso dessa nova versão do vírus, todos os habitantes do Brasil são vulneráveis."
"O VDEN-4 entrou no país em 1981, também em Boa Vista, mas foi minimizado pela presença do tipo 1, que quatro anos mais tarde se espalhou a ponto de chegar ao Rio de Janeiro", afirma Luiz.
O ministro da saúde, José Gomes Temporão, comentou o problema nesta sexta-feira (13). “A probabilidade de que o vírus possa circular não é 100% segura. O vírus pode ter um comportamento inesperado e não se expandir com a velocidade com a qual poderia se supor, mas ele pode, sim, circular pelo território nacional. Existem vários voos diretos de Roraima para São Paulo e outros estados. O que nós temos que fazer é nos preparar para, no próximo verão, termos uma redução drástica da presença do vetor”, declarou à Agência Brasil.
"No passado, a circulação de pessoas era muito menor e mesmo assim estados como o Rio de Janeiro tiveram surtos de dengue."
Luiz José de Souza, Diretor do
CRD de Campos dos GoytacazesIdentificação do vírus
Identificação do vírus:
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.
Para realizar a confirmação, o vírus foi isolado por meio da introdução de soros dos suspeitos de terem contraído dengue em uma cultura de clones das células de mosquitos Aedes albopictus conhecida como C6/36. A nota técnica do Ministério da Saúde sobre os casos de Roraima, ao citar o "padrão ouro", faz referência a este tipo de diagnóstico laboratorial.
O IEC também utiliza uma técnica molecular conhecida como RT-PCR, que reconhece o vírus por meio de fragmentos do genoma.
Segundo Pedro Fernando Vasconcelos, chefe do Departamento de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do IEC, no caso do vírus 4, o isolamento feito em Belém é necessário para confirmar a doença e esclarecer qualquer dúvidas sobre a circulação pelo Brasil.
O procedimento justifica, segundo o especialista, a refutação de casos como os identificados em 2008 na capital do Amazonas, rejeitados como amostras de VDEN-4 pelo IEC. "A confirmação laboratorial das amostras procedentes de Manaus foram negativas para o tipo 4 tanto no IEC como pela Fiocruz, no Rio de Janeiro", afirma Pedro. "Provavelmente o que aconteceu naquele caso foi contaminação laboratorial."
Combate em Roraima:
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, foram intensificados os trabalhos de combate ao vírus desde a identificação do caso índice no dia 30 de julho pelo Lacen local. Na próxima semana, serão instaladas ovitrampas, vasilhas plásticas com água e um composto bioquímico, usadas como armadilhas aos mosquitos responsáveis pela transmissão do vírus.
Mosquitos da dengue desovam um recipientes com água parada como tampas de garrafas e pneus. Os ovos caem na água depois de três dias para o nascimento das larvas começa, mas também podem permanecer até 450 dias no recipiente antes da geração de novos exemplares do mosquito. É possível que mesmo um pneu seco contenha ovos e que consiga dar origem a larvas durante o próximo contato com a água.
O Lacen de Roraima recebeu 30 kits laboratoriais adicionais para realização de novos exames por um período de trinta dias. Na capital, equipes orientadas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde, fazem buscas ativas, controle focal para eliminação de criadouros nos bairros dos casos índices, borrificação, aplicação de questionários e ações de educação em escolas.
Até o dia 12 de agosto, o estado apresentava 8.242 notificaçações de dengue, com 5 mil confirmações e 223 casos graves de doença. No mesmo período do ano passado, eram 5.131 notificacações, 2.745 casos confirmados, com 142 graves.
Fonte: Globo.com
Instituto Evandro Chagas confirmou três casos do vírus tipo 4 no País
A confirmação de três casos de dengue tipo 4 no Brasil trouxe à tona a preocupação de autoridades do Ministério da Saúde e de especialistas sobre a doença no país. Detectadas em quatro bairros diferentes de Boa Vista e diagnosticadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) de Roraima, amostras de soro foram levadas ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, para contraprova.
Uma quarta análise, coletada de um morador do bairro de Pricumã, ainda aguarda o resultado, a ser divulgado na semana que vem. Entre as outras amostras, cinco são de dengue tipo 1 e uma do vírus 2. Os demais soros não atestaram a presença de doença, mas os procedimentos de cultura de coleta ainda não terminaram no IEC.
Identificado no Brasil pela primeira vez em 1981, o vírus não difere dos demais tipos causadores de dengue quanto aos sintomas que produz no corpo. O perigo trazido pelos casos de Roraima está no fato da população brasileira simplesmente não ser imunizada contra a dengue tipo 4. Ao surgir novamente em pessoas que já tiveram a doença causada pelos tipos 1, 2 ou 3, casos hemorrágicos podem surgir, podendo levar os pacientes à morte.
Preocupação
Para Luiz José de Souza, diretor do Centro de Referência da Dengue de Campos de Goytacazes (RJ), a situação da dengue no Brasil é preocupante. "Independente do quadro, a situação já é muito complicada, acredito que esse verão já deva contar com alguma epidemia aqui no sudeste", afirma o médico.
Para o especialista, mudanças de temperatura, chuvas frequentes e alagamentos são fortes indícios para novos surtos de dengue mesmo em cidades grandes como a capital paulista. "Pelo nosso conhecimento epidemiológico, acredito que São Paulo está prestes a receber uma epidemia de dengue", alerta o especialista. "Acredito que neste verão já sejam registrados casos."
Sobre o vírus VDEN-4, Luiz afirma que o caso ainda está isolado em Roraima, mas requer cuidado especiais já que a vulnerabilidade do país é grande. "No passado, a circulação de pessoas era muito menor e mesmo assim estados como o Rio de Janeiro tiveram surtos de dengue", explica o diretor do CRD. "No caso dessa nova versão do vírus, todos os habitantes do Brasil são vulneráveis."
"O VDEN-4 entrou no país em 1981, também em Boa Vista, mas foi minimizado pela presença do tipo 1, que quatro anos mais tarde se espalhou a ponto de chegar ao Rio de Janeiro", afirma Luiz.
O ministro da saúde, José Gomes Temporão, comentou o problema nesta sexta-feira (13). “A probabilidade de que o vírus possa circular não é 100% segura. O vírus pode ter um comportamento inesperado e não se expandir com a velocidade com a qual poderia se supor, mas ele pode, sim, circular pelo território nacional. Existem vários voos diretos de Roraima para São Paulo e outros estados. O que nós temos que fazer é nos preparar para, no próximo verão, termos uma redução drástica da presença do vetor”, declarou à Agência Brasil.
"No passado, a circulação de pessoas era muito menor e mesmo assim estados como o Rio de Janeiro tiveram surtos de dengue."
Luiz José de Souza, Diretor do
CRD de Campos dos GoytacazesIdentificação do vírus
Identificação do vírus:
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.
Para realizar a confirmação, o vírus foi isolado por meio da introdução de soros dos suspeitos de terem contraído dengue em uma cultura de clones das células de mosquitos Aedes albopictus conhecida como C6/36. A nota técnica do Ministério da Saúde sobre os casos de Roraima, ao citar o "padrão ouro", faz referência a este tipo de diagnóstico laboratorial.
O IEC também utiliza uma técnica molecular conhecida como RT-PCR, que reconhece o vírus por meio de fragmentos do genoma.
Segundo Pedro Fernando Vasconcelos, chefe do Departamento de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do IEC, no caso do vírus 4, o isolamento feito em Belém é necessário para confirmar a doença e esclarecer qualquer dúvidas sobre a circulação pelo Brasil.
O procedimento justifica, segundo o especialista, a refutação de casos como os identificados em 2008 na capital do Amazonas, rejeitados como amostras de VDEN-4 pelo IEC. "A confirmação laboratorial das amostras procedentes de Manaus foram negativas para o tipo 4 tanto no IEC como pela Fiocruz, no Rio de Janeiro", afirma Pedro. "Provavelmente o que aconteceu naquele caso foi contaminação laboratorial."
Combate em Roraima:
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, foram intensificados os trabalhos de combate ao vírus desde a identificação do caso índice no dia 30 de julho pelo Lacen local. Na próxima semana, serão instaladas ovitrampas, vasilhas plásticas com água e um composto bioquímico, usadas como armadilhas aos mosquitos responsáveis pela transmissão do vírus.
Mosquitos da dengue desovam um recipientes com água parada como tampas de garrafas e pneus. Os ovos caem na água depois de três dias para o nascimento das larvas começa, mas também podem permanecer até 450 dias no recipiente antes da geração de novos exemplares do mosquito. É possível que mesmo um pneu seco contenha ovos e que consiga dar origem a larvas durante o próximo contato com a água.
O Lacen de Roraima recebeu 30 kits laboratoriais adicionais para realização de novos exames por um período de trinta dias. Na capital, equipes orientadas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde, fazem buscas ativas, controle focal para eliminação de criadouros nos bairros dos casos índices, borrificação, aplicação de questionários e ações de educação em escolas.
Até o dia 12 de agosto, o estado apresentava 8.242 notificaçações de dengue, com 5 mil confirmações e 223 casos graves de doença. No mesmo período do ano passado, eram 5.131 notificacações, 2.745 casos confirmados, com 142 graves.
Fonte: Globo.com
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
OMS anuncia fim da pandemia de gripe A (H1N1)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), 14 meses depois de ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus.
Segundo o mais recente balanço da OMS, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países e territórios.
"O mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico. Passamos para a fase pós-pandêmica", disse a diretora geral do organismo, Margaret Chan, que cancelou o alerta após conselho do Comitê de Emergência da OMS, reunido horas antes.
No período pós-pandemia, alerta Chan, o vírus deve continuar circulando por mais alguns anos. A diferença é que, em vez de um grande número de contaminações em uma ampla área, o vírus A (H1N1) circula agora como um vírus da gripe comum sazonal e não é mais a forma dominante de influenza.
Chan citou ainda relatórios recentes que indicam que entre 20% e 40% da população foi contaminada com o vírus e criou imunidade, o que garante um certo nível de proteção contra epidemias localizadas.
"A vigilância contínua é extremamente importante", ressaltou a diretora-geral, lembrando que a vacinação tem papel importante na contenção da doença.
Chan disse que a pandemia acabou sendo muito menor do que o previsto há pouco mais de um ano, já que o vírus não sofreu mutação para uma forma mais letal e nem houve resistência em grande escala ao oseltamivir utilizado para combatê-lo.
"Desta vez, fomos auxiliados por pura boa sorte", disse Chan, que lembrou ainda que a vacina se mostrou um método efetivo de combate.
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.
O tratamento precoce com os antivirais Tamiflu ou Relenza ajuda a reduzir a gravidade e a duração da infecção. Há também a vacina contra a doença, disponível nos postos de saúde do Brasil.
Segundo a OMS, o vírus H1N1 deixou 8.553 mortos no continente americano --onde teria começado a epidemia--, 4.879 mortos na Europa, 1.992 no Sudeste Asiático, 1.858 no oeste do Pacífico, 1.019 no leste do Mediterrâneo e 168 na África.
Fonte: Folha.com
Ministério apura 4º tipo de Dengue
Ele não era detectado no País desde 1982, mas já circula há vários anos em dez nações das Américas
O Ministério da Saúde identificou quatro casos suspeitos de dengue tipo 4 em Roraima todos na capital, Boa Vista. As amostras tiveram resultado confirmado por exames preliminares feitos no Laboratório Central do estado (Lacen-RR), mas foram encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas em Belém (PA) para a realização de contraprova e testes complementares.
Uma remessa extra de medicamentos e inseticidas foi enviada ao estado para a aplicação de fumacê e para o tratamento de pacientes com suspeita de dengue. A pasta emitiu um alerta a todas as secretarias estaduais de Saúde sobre a possibilidade da entrada do vírus no Brasil.
Os pacientes são dois homens de 43 e 45 anos e duas mulheres de 12 e 19 anos. Os quatro são moradores dos bairros Pricumã, Buritis, Santa Teresa e Cidade Satélite. Apenas um deles ficou internado para observação, mas foi liberado em seguida.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Roraima, o primeiro caso suspeito foi notificado no dia 30 de julho. Uma equipe técnica do Ministério da Saúde, chefiada pelo coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, acompanha as investigações em Boa Vista.
O sorotipo DEN-4 responsável por esse tipo de dengue não era detectado no país desde 1982, mas já circula há vários anos em dez nações das Américas, incluindo o Peru, a Colômbia, o Equador e a Venezuela, que faz fronteira com o estado de Roraima. (ABr)
Fonte: Gazeta de Ribeirão
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